quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

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CATEQUESE

O que é a Quaresma?
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.
Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
40 dias
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão

COMENTÁRIO DO MÊS

APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO Lc 2,22-35
Levaram o Menino a Jerusalém, a fim de O apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor” (Lc 2, 22).
Conforme a Lei, sobre a mulher gestante incidiam várias exigências a serem cumpridas quando do nascimento da criança. A consagração dos primogênitos era feita no ato da circuncisão, no sexto dia do nascimento (Ex 22,28s; Lv 12,3). A purificação da mãe acontecia trinta e três dias depois da circuncisão.
No Templo de Jerusalém, por ocasião da purificação de Maria, o justo Simeão profetiza sobre o menino Jesus, que será sinal de contradição. Uma das características marcantes de Jesus em seu ministério foi o conflito com as tradições da Lei e com os chefes religiosos. O empenho em libertar os pequenos e humildes oprimidos sob o jugo da Lei levou-o à morte de cruz, momento culminante em que uma espada traspassa a alma de sua mãe.
A Igreja, hoje, revive o mistério da Apresentação de Jesus no Templo. Revive-o com a admiração da Sagrada Família de Nazaré, iluminada pela plena revelação daquele “Menino” que como a primeira e a segunda leitura acabaram de nos recordar, é o juiz escatológico prometido pelos profetas (cf. Ml 3, 1-3), o “Sumo Sacerdote misericordioso e fiel”, que veio para “expiar os pecados do povo” (Hb 2, 17).
O Menino, que Maria e José levam com emoção ao Templo, é o Verbo encarnado, o Redentor do homem, da história!
Hoje, comemorando o acontecimento que nesse dia teve lugar em Jerusalém, também nós somos convidados a entrar no Templo, para meditar sobre o mistério de Cristo, unigênito do Pai que, com a sua Encarnação e a sua Páscoa, tornou-se o primogênito da humanidade redimida.
Desta maneira, no Evangelho de hoje prolonga-se o tema de Cristo luz, que caracteriza as solenidades do Natal e da Epifania.
“Luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel” (Lc 2, 32). Estas palavras proféticas são proferidas pelo velho Simeão, inspirado por Deus quando toma o Menino Jesus nos seus braços. Ele preanuncia ao mesmo tempo em que “o Messias do Senhor” realizará a sua missão como um “sinal de contradição” (Lc 2, 34). Quanto a Maria, a Mãe, também Ela participará pessoalmente na paixão do seu Filho divino (cf. Lc 2, 35).
Por conseguinte, na solenidade do dia de hoje, celebramos o mistério da consagração: consagração de Cristo, consagração de Maria e consagração de todos aqueles que se põem no seguimento de Jesus por amor do Reino.
O ícone de Maria que contemplamos enquanto oferece Jesus no Templo, prefigura o ícone da Crucifixão, antecipando também a sua chave de leitura, Jesus, Filho de Deus, sinal de contradição. Com efeito, é no Calvário que alcança o seu cumprimento a oblação do Filho e, unida a esta, também a da Mãe. A mesma espada atravessa ambos, a Mãe e o Filho (cf. Lc 2, 35). A mesma dor, o mesmo amor.
Ao longo deste caminho, a Mãe de Jesus tornou-se Mãe da Igreja. A sua peregrinação de fé e de consagração constitui o arquétipo para a peregrinação de cada batizado. Como é consolador saber que Maria está ao nosso lado, como Mãe e Mestra, no itinerário de nossa vida de batizados! Além do plano afetivo, encontra-se ao nosso lado mais profundamente na eficácia sobrenatural demonstrada pelas Escrituras, pela Tradição e pelo testemunho dos Santos, muitos dos quais seguiram Cristo no caminho exigente dos conselhos evangélicos.
Cada ano, no Tempo Litúrgico do Natal, recorda a imensidão do amor de Deus por nós. É preciso acreditar e viver esse amor e a ele entregar-se sem reservas. Assim como Simeão realizou sua esperança, também nós podermos contar sempre com a presença redentora de Cristo. Deixemos, pois, que Deus nos ame, para que sejamos, de fato, transformados, pois Ele continua amorosamente presente no meio de nós.
Ó Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe, agradecemos-te o cuidado com que nos acompanhas ao longo do caminho da vida, enquanto te pedimos: “Neste dia, volta a apresentar-nos a Deus, nosso único bem, a fim de que a nossa vida, consumida pelo Amor, seja um sacrifício vivo, santo e do teu agrado. Amém!

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NOSSA SENHORA DA LUZ
Nossa Senhora da Luz (também chamada de Nossa Senhora das Candeias, ou Nossa Senhora da Candelária, ou Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação) é um título mariano pelos quais a Igreja Católica venera a Santíssima Virgem Maria. Sob essas designações, é particularmente cultuada em Portugal e Brasil apesar de o surgimento do culto ter sido nas Ilhas Canárias, na Espanha.[1]
História
A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o nascimento de Cristo (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro). De acordo com a lei mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar o Templo de Jerusalém até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e, assim, purificar-se. Desta forma, São José e a Santíssima Virgem Maria apresentaram-se diante de Simeãopara cumprir o seu dever. Este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria-lhes proferido a Profecia de Simeão«Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios e glória de Israel, vosso povo» (Lucas 2:29-33).
Com base na festa da apresentação de Jesus/purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária, cujas festas eram, geralmente, celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o facto.
Aparição
A Virgem da Candelária ou Luz teria aparecido em uma praia na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, em 1400. Os nativos guanches da ilha teriam ficado com medo e tentado atacá-la, mas suas mãos teriam ficado paralisadas. A imagem teria sido guardada em uma caverna, onde, séculos mais tarde, foi construído o Templo e Basílica Real da Candelária (em Candelária). Mais tarde, a devoção se espalhou pela América.
É santa padroeira das Ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.[1][3]
Invocação e expansão do culto
Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o padre António Vieira no seu "Sermão do Nascimento da Mãe de Deus": "Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]"), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que teria descoberto uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí, se fundou, de imediato, um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incremento devido à acção mecenática da infanta dona Maria, filha de dom Manuel I e sua terceira esposa, dona Leonor de Áustria.
A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu e, com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná (veja-se a lenda de Nossa Senhora da Luz), Santo Amaro/BahiaGuarabira/ParaíbaCandelária/Rio Grande do SulPinheiro Machado/Rio Grande do SulItu/São PauloIndaiatuba/São Paulo e Corumbá/Mato Grosso do Sul. Em Juazeiro do Norte, no Ceará, em Matriz da Luz/São Lourenço de Mata/PE, onde se encontra umas das igrejas mais antigas do Brasil (1540), ocorre, todos os anos, uma grande romaria em sua homenagem
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São Brás - Médico e pastor das almas
São Brás, homem corajoso, de oração e pastor das almas, cuidava dos fiéis na sua totalidade
O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.
Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.
São Brás, rogai por nós!
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Nossa Senhora de Lourdes
A Virgem Maria se apresentou como a Imaculada Conceição, confirmando assim o dogma decretado anos antes
Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Francisco para nos alertar sobre este chamado.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

PAPOABERTO

Quem é de Deus pode brincar o Carnaval?
Você já fez essa pergunta?
O carnaval é uma festa popular que começou lá na antigüidade, na Grécia e Roma Antiga.
Como o cristianismo nasceu por aqueles lados e os cristãos romanos gostavam de uma festa (lembra da romaninha Santa Cecília, a padroeira da música?!), não acabaram com festas como o carnaval, só deram uma “mudadinha” nelas…
Ao longo dos céculos, os cristãos substituíram o que era pecado nas festas, tipo as bebedeiras, por torneios esportivos, festivais de teatro. Acabaram com as homenagens aos deuses e substituíram pelos festejos do Natal, Ano Novo, Reis, etc.
Êi… o carnaval que a gente vê por aí tá mais pra festa pagã… Você não acha?! Cadê nós cristãos pra fazer a diferença?
Os Amigos de Jesus podem brincar o Carnaval?
Depende de como… Você sabe o que magoa Jesus no carnaval? Ver as pessoas que Ele ama tanto, prejudicando a saúde com bebidas e as drogas. Ou manchando a alma com o pecado.
Maaaaaaaas… cantar, dançar, fazer festa a gente pode! Porque nosso Deus é feliz e nos quer felizes.
São Felipe Neri disse: “Devemos combater a tristeza, não a alegria. Longe de mim, o pecado e a tristeza!”
Existem muitas festas, como nos retiros de Carnaval (aqui na Canção Nova a gente sempre faz), com muita alegria, que podemos participar.Cabe a cada um, conforme a sua consciência, escolher de que lado da festa quer estar. Não basta ser cristão, é preciso testemunhar!


Curiosidade
A palavra “carnaval”, expressão do latim “carnem levare” significa “adeus, carne!”, já que a festa acontece antes daquaresma, que é tempo de jejum e penitência, tempo onde ficamos sem comer carne e oferecemos o sacrifício. Pra nós isso pode ser moleza, mas para os romanos daquele tempo acho que não, rendeu até o nome da festa.
Eu conheço muitas pessoas que na quaresma deixam de comer chocolates, beber refrigerante e é legal, porque fazem um sacrifício sem sacrificarem a sua saúde. (Pra mim que não ligo muito pra essas coisas, já não seria sacrifício… Tenho que achar algo que me custe deixar de lado durante toda a quaresma). Voltando à pergunta…

VAMOSPENSAR?

" Mensagens para Reflexão !" (http://migre.me/3fb42 )
"Salmo, 56
 1.Ao mestre de canto. Não destruas. Cântico de Davi, quando fugiu para a caverna, perseguido por Saul.
2.Tende piedade de mim, ó Deus, tende piedade de mim, porque a minha alma em vós procura o seu refúgio. Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe.
3.Clamo ao Deus Altíssimo, ao Deus que me cumula de benefícios.
4.Mande ele do céu auxílio que me salve, cubra de confusão meus perseguidores; envie-me Deus a sua graça e fidelidade. 5.Estou no meio de leões, que devoram os homens com avidez. Seus dentes são como lanças e flechas, suas línguas como espadas afiadas.
6.Elevai-vos, ó Deus, no mais alto dos céus, e sobre toda a terra brilhe a vossa glória.
7.Ante meus pés armaram rede; fizeram-me perder a coragem. Cavaram uma fossa diante de mim; caiam nela eles mesmos. 8.Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme; vou cantar e salmodiar.
9.Desperta-te, ó minha alma; despertai, harpa e cítara! Quero acordar a aurora.
10.Entre os povos, Senhor, vos louvarei; salmodiarei a vós entre as nações,

11.porque aos céus se eleva a vossa misericórdia, e até as nuvens a vossa fidelidade. 12.Elevai-vos, ó Deus, nas alturas dos céus, e brilhe a vossa glória sobre a terra inteira" 

FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA/ATITUDES/COTIDIANA



http://migre.me/3R58v

FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA /DE ATITUDES / COTIDIANA.


A Espiritualidade Quaresmal: Fonte de conversão e santidade
A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado na Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, o cristão está renascendo, como Cristo. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d.C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
A Igreja propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão e assim se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.
A Quaresma é um tempo forte de conversão e de mudança interior, tempo de deixar tudo o que é velho em nós. Tempo de graça e salvação, em que nos preparamos para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico e da história da salvação: a Páscoa, aliança definitiva, vitória sobre o pecado, a escravidão e a morte.
A espiritualidade da quaresma é caracterizada também por uma atenta, profunda e prolongada escuta da Palavra de Deus. É esta Palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. O confronto com o Evangelho ajuda a perceber o mal, o pecado, na perspectiva da Aliança, isto é, a misteriosa relação nupcial de amor entre Deus e o seu povo. Motiva para atitudes de partilha do amor misericordioso e da alegria do Pai com os irmãos que voltam convertidos.
A Quaresma é o tempo forte em que Deus fala através da sua Palavra, da Santa Liturgia, dos exercícios de piedade e também dos santos, que viveram numa grande proximidade com o Senhor. “O progresso espiritual do cristão tende para uma união sempre mais íntima com Cristo. Deus nos chama a todos a esta íntima união com Ele, mesmo que graças especiais ou sinais extraordinários desta vida mística sejam concedidos a  alguns, em vista de manifestar o dom gratuito feito a todos. O caminho da perfeição passa sempre pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação,  que levam gradualmente a uma vida na paz e na alegria das bem-aventuranças (C.I.C. 2014-15), fruto da ressurreição do Senhor.
A espiritualidade da Quaresma é apresentada pela Igreja como um caminho para a Páscoa e mistério Pascal de Cristo e exprime-se no exercício das obras de caridade, no perdão, na oração, no jejum, principalmente no jejum do pecado. A ascese quaresmal é um exercício adequado para redescobrir o caminho para ser discípulo de Jesus Cristo, porque a Ele  não se conhece senão participando da sua vida.
A ascese cristã consiste numa total disponibilidade interior ao Deus vivo que não nos pede tanto a oferta de coisas, mas antes de tudo a nossa própria pessoa e um coração contrito. Para muitos cristãos, o que hoje perturba o recolhimento quaresmal não é tanto o privar-se de certos alimentos, doces, tabacos..., e sim dos pecados, dos vícios, do consumismo, do materialismo e tantas outras coisas que a sociedade oferece e que acabam dificultando a conversão a Deus.
O jejum e abstinência na quarta-feira de Cinzas e sexta-feira Santa, assim como a abstinência nas sextas-feiras, continuam a vigorar na disciplina e espiritualidade da Quaresma. Orar é participar na oração de Cristo; o jejum e a esmola são formas de caridade porque a Quaresma é o tempo forte de atos de amor para com os irmãos, tanto os que estão perto, quanto aos que estão longe. Não há verdadeira conversão a Deus sem conversão ao amor fraterno (1 Jo. 4, 20).
A renúncia a que o cristão é chamado na Quaresma, tanto através do jejum, como da esmola, é uma exigência da fé que se torna ativa no amor pelos irmãos, é um sinal de justiça e caridade. Façamos da Quaresma um tempo favorável de conversão e santificação, a fim de corrigir os erros e aprofundar na vivência da fé, abrindo-nos a Deus, aos outros e realizando ações concretas de fraternidade e de solidariedade.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Movimento/VALE NA FÉ : SP/BR




http://migre.me/2RvMv








Movimento / VALE NA FÉ :SP/BR
Vamos unir nosso Vale do Paraíba/SP/BR na Amizade em Oração pela Evangelização em nossa Fé!
Conto com vocês, sejam bem vindos.

MOVIMENTO DEUS É MAIS/ESTADO DE SP/ BR

http://migre.me/1RDN7









MOVIMENTO DEUS É MAIS / ESTADO DE SP /BR
VAMOS UNIR O ESTADO DE SÃO PAULO EM UMA GRANDE CORRENTE DE EVANGELIZAÇÃO EM ORAÇÃO E AMIZADE.
USEMOS DE TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PARA PROCLAMAR DEUS EM NOSSAS VIDAS E GLORIFICA-LO DIZENDO QUE DEUS É MAIS.
MAIS EM NOSSAS VIDAS, MAIS EM TUDO, MAIS QUE TUDO.
SEJAM BEM VINDOS!

MOVIMENTO: O ESPÍRITO SANTO NOS CONDUZ /MG/BR

http://migre.me/3s0qy






MOVIMENTO : O ESPÍRITO SANTO NOS CONDUZ /MG /BR

VAMOS NOS UNIR AOS NOSSOS IRMÃOS DE MINAS GERAIS EM ORAÇÃO E AMIZADE PERMITINDO QUE O ESPIRITO SANTO NOS CONDUZA.

UNIDOS A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA.

FORMEMOS UMA GRANDE REDE DE ORAÇÃO E AMIZADE.
http://twitter.com/sebastiaoadlima

MOVIMENTO:O CORAÇÃO DE JESUS BATE EM NÓS /N-CO/BR

http://migre.me/3s39F






MOVIMENTO: O CORAÇÃO DE JESUS BATE EM NÓS / N-CO/BR

VAMOS NOS UNIR AOS NOSSOS IRMÃOS DO NORTE E CENTRO OESTE DO BRASIL EM ORAÇÃO E AMIZADE PERMITINDO QUE O SAGRADO CORAÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, BATA EM NÓS;
"FOMOS CRIADOS A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, QUE NOSSOS CORAÇÕES HUMANOS SEJAM SEMELHANTES AO CORAÇÃO DE CRISTO."
(JESUS MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO, FAZEI NOSSO CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO. AMÉM)
http://twitter.com/sebastiaoadlima

http://twitter.com/PNSDACONCEICAO
LISTA ATUALIZADA DOS BLOGS CATÓLICOS DO ESTADO DO PARÁ http://t.co/LyRTkjr

TERÇO MARIANO ON LINE

http://migre.me/41TUt






TERÇO MARIANO ON LINE





REZEMOS JUNTOS O SANTO TERÇO MARIANO
REVIVENDO OS CAMINHOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

CLIQUE EM UM DOS LINCKS ABAIXO PARA ACESSAR E JUNTOS PARTICIPARMOS:

http://www.a12.com/santuario/capela/terco_virtual.asp APARECIDA/SP

http://site.antigo.acnsf.org.br/terco-online/terco.html


http://www.arautos.org/rosario/ ARAUTOS DO EVANGELHO


http://www.portalkairos.net/oracao/terco_player.asp

MOVIMENTO: NOS BRAÇOS DE CRISTO : O ABRAÇO DA PAZ ! /RJ/BR.


MOVIMENTO : " NOS BRAÇOS DE CRISTO : O BRAÇO DA PAZ !"

PEDINDO PELA PAZ NA CIDADE E ESTADO DO RIO DE JANEIRO ; NA INTERCESSÃO DE SÃO SEBASTIÃO(cidade)  E SÃO JORGE (estado).

REZEMOS SEMPRE : 1 ORAÇÃO DO PAI NOSSO E 1 ORAÇÃO DA AVE MARIA ,
NA INTERCESSÃO DE SÃO SEBASTIÃO E SÃO JORGE, PEDINDO PAZ, PROSPERIDADE, HARMONIA E FELICIDADES A NOSSOS AMIGOS E IRMÃOS DO RIO DE JANEIRO.
Cante a Música: SONHO DE PAZ:

OCD / OCDS .



Ordem do Carmo




Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo




Escudo da Ordem do Carmo (ou Carmelitas)


(O.Carm.)


Lema

"Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum (com zelo tenho sido zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos)"


Fundação

Finais do século XII


Tipo

Ordem religiosa


Sede

Cúria Geral dos Carmelitas
Via Giovanni Lanza 138,
00184 Roma, Itália


Sítio oficial

www.ocarm.org


A Ordem do Carmo (ou Ordem dos Carmelitas), originalmente chamada Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, é uma ordem religiosa católica que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo (uma cadeia de colinas, próxima à actual cidade de Haifa, antiga Porfíria, no atual Estado de Israel), onde está instalada no Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

A palavra "carmelo" significa jardim. Conta a tradição que o profeta Elias se estabeleceu numa gruta, em pleno Monte Carmelo, seguindo uma vida eremítica de oração e silêncio. Nele, e no seu modo de vida, se inspiraram os primeiros religiosos da Ordem. Mais tarde, uma Regra para a Ordem do Carmo foi sistematizada e proposta por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e aprovada pelo papa Honório III em 1226. No século XIII os religiosos acabaram por migrar para os países do Ocidente, fugindo das invasões sarracenas.

No século XVI, na Espanha, Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz conduziram um processo de renovação (ou reforma) do carisma da Ordem do Carmo. Deste processo histórico e místico surgiu um novo ramo: o ramo dosCarmelitas Descalços.

Um mosteiro ou convento carmelita é conhecido por carmelo.


Os ramos da Ordem do Carmo



Brasão da Antiga Observância da Ordem do Carmo e da Ordem Terceira do Carmo.

Carmelitas da Antiga Observância

A Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância (ou simplesmente Carmelitas) são o ramo mais antigo e originário da Ordem do Carmo.



Santa Maria Madalena de Pazzi, mística Carmelita.

Denominações e siglas

Ordo Fratrum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Antiquae Observantiae; Calceatorum; CC; Carm. C.; OC; OCAO; OCC; O.Carm.

Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas; Carmelitas Calçados; Carmelitas da Antiga Observância, Ordem dos Carmelitas Observantes, Ordem do Carmo.

Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Os Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (ou Carmelitas Eremitas) são um ramo da Ordem do Carmo que se originou com monges eremitas que, desde oséculo XIII, se tornaram na sua maioria em frades mendicantes. Os Carmelitas Eremitas do ramo masculino da Ordem do Carmo não são, contudo, considerados como os frades carmelitas de vida activa e apostólica. Na actualidade, os Carmelitas Eremitas são comunidades separadas, tanto de homens como de mulheres, que vivem uma vida de clausura, inspirada na antiga vida monástica carmelita, sob a autoridade do Prior Geral da Ordem Carmelita (O. Carm.).

Denominações e siglas[editar | editar código-fonte]

Eremitarum Beatissimae Virginis Mariae de Monte Carmelo; Fratrum Carmelitarum Eremitarum; E.Carm.;

Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Eremitas de Nossa Senhora do Carmo; Carmelitas Eremitas; Irmãos Carmelitas Eremitas; Monges Carmelitas Eremitas; Eremitas do Monte Carmelo; Eremitas Carmelitas.

Ordem Terceira do Carmo

Ver artigo principal: Ordem Terceira do Carmo



Uma religiosa carmelita na solidão da sua cela, a rezar e a praticar a Lectio Divina.

A Venerável Ordem Terceira do Carmo (ou, simplesmente, Terceiros Carmelitas) é um ramo da Ordem do Carmo composto pelo grupo de membros leigos dos Carmelitas da Antiga Observância, os quais encontram-se sempre unidos em comunhão fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa. Este ramo baseia-se, por norma, no carisma carmelita original, ainda que partilhe a riqueza espiritual do ramo reformado por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

A instituição da Ordem Terceira do Carmo, depois também chamada de Venerável devido ao fato de se tratar da maior ordem religiosa mariana), remonta ao tempo de São Simão Stock que, além de ter sido um importante empreendedor na constituição da Ordem do Carmo, foi quem recebeu das mãos de Nossa Senhora o Seu famoso Escapulário, sob a promessa de divinas graças que seriam concedidas aos seus confrades que o usassem com devoção. É considerado, contudo, como fundador das Irmãs Carmelitas de clausura e da própria Ordem Terceira do Carmo, o Beato João Soreth. Na realidade, tal deve-se ao facto de que, em meados do século XV, apesar dessas comunidades religiosas já existirem, estas viviam sem Regra definida e foi ele quem deu-lhes a devida forma canónica. Foi o Beato João Soreth quem, na primeira pessoa, empreendeu todos os esforços necessários e obteve do papa a aprovação dos estatutos legais e o reconhecimento da Ordem das Irmãs Carmelitas de clausura e da Ordem Terceira do Carmo (sendo esta última composta maioritariamente por homens e mulheres leigos, mas que estão ligados espiritualmente, de modo bastante particular, aos restantes membros da Ordem do Carmo). Na implementação do ramo da Ordem Terceira do Carmo esteve também relacionado São Nuno de Santa Maria.

Denominações e siglas

Ordo Tertius Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Tertius Carmelitarum; OTC; VOTC; O.T.Carm.

Ordem Terceira da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmelo; Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; Venerável Ordem Terceira do Carmo; Ordem Terceira do Carmo; Ordem dos Terceiros Carmelitas; Terceiros Carmelitas.

Carmelitas Descalços



Brasão dos Carmelitas Descalços e da Ordem dos Carmelitas Seculares

Ver artigo principal: Ordem dos Carmelitas Descalços

A Ordem dos Carmelitas Descalços (ou, simplesmente, Carmelitas Descalços) é um ramo da Ordem do Carmo, formado em 1593, que resulta de uma reforma feita ao carisma carmelita elaborada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz. Este ramo divide-se em três diferentes tipos de família carmelita: os padres ou frades, as freiras de clausura e os leigos.



Santa Teresa de Ávila



São João da Cruz

No século XVI, Santa Teresa de Ávila iniciou um processo de reforma ao carisma carmelita. Fez um voto de que haveria de seguir sempre o caminho da perfeição, e resolveu mantê-lo o mais próximo possível daquilo que a Regra do Carmo permitia. Numa noite do mês de Setembro de 1560, Teresa de Ávila decidiu reunir um grupo de freiras na sua cela e, tomando a inspiração primitiva da Ordem do Carmo e a reforma descalça de São Pedro de Alcântara, propôs-lhes a fundação de um mosteiro de tipoeremítico. Em 1562 é, então, fundado um novo mosteiro (que foi especialmente dedicado a São José). Por seu lado, em Duruelo, São João da Cruz e António de Jesus fundaram também um novo e primeiro convento masculino destinado aos fradesCarmelitas Descalços. Em 1593, o papa Clemente VIII concedeu total autonomia ao ramo dos Carmelitas Descalços (separando o seu carisma do carisma do ramo dos Carmelitas da Antiga Observância, desde então também chamados de Carmelitas Calçados para que melhor se pudesse estabelecer a diferença).

Denominações e siglas

Ordo Fratrum Discalceatorum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Discalceatorum; CD; Carm. D.; O. Carm. Disc.; OCD.

Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas Descalços; Carmelitas Descalços, Ordem Carmelitana Descalça.

Carmelitas Seculares

Ver artigo principal: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares

A Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (ou, simplesmente, Carmelitas Seculares) é um ramo da Ordem do Carmo destinado ao grupo de leigos dos Carmelitas Descalços, os quais encontram-se assim sempre unidos em comunhão fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa. Este ramo também se baseia na reforma feita ao carisma carmelita elaborada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

A Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares nasceu da vontade de algumas comunidades de leigos poderem fazer parte do carisma característico à das comunidades de religiosos consagrados da Ordem dos Carmelitas Descalços. Daí que, pouco depois da reforma do Carmelo, também se pudessem contemplar leigos como família carmelita. Os leigos Carmelitas Descalços Seculares assumem-se como "uma associação de fiéis que se comprometem a procurar no mundo a perfeição evangélica, inspirando e nutrindo a sua vida cristã com a espiritualidade e a orientação do Carmelo Teresiano" (artº 1 da Norma de Vida). Por outras palavras, o Carmelo Secular é constituído por leigos que procuram viver fielmente a sua vocação de baptizados, pondo em prática o Evangelho com a ajuda da espiritualidade carmelita.

Os Carmelitas Descalços Seculares constituem-se em pequenas fraternidades e "pertencem inteiramente à família carmelitana e são filhos da mesma Ordem, na comunhão fraterna dos mesmos bens espirituais, na participação da mesma vocação à santidade e da mesma missão na Igreja com a diferença essencial do estado de vida" (artº 1 da Norma de Vida).

Denominações e siglas

Ordo Carmelitarum Discalceatorum Seculorum; OCDS.

Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares; Carmelitas Descalços Seculares; Ordem Carmelita Secular; Carmelitas Seculares; Carmelo Secular.


História dos carmelitas no mundo

Ver artigo principal: História dos Carmelitas

Comunidades carmelitas em Portugal



Carmelos (comunidades femininas)[editar | editar código-fonte]

· Carmelo de Cristo Redentor (Aveiro)

· Carmelo do Coração Imaculado de Maria (Carvalhosa)

· Carmelo do Sagrado Coração de Jesus (Beja)

· Carmelo da Imaculada Conceição (Braga)

· Carmelo de Santa Teresa (Coimbra)

· Carmelo do Beato Nuno (Crato)

· Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo (Faro)

· Carmelo de São José (Fátima)

· Carmelo da Santíssima Trindade (Guarda)

· Carmelo da Sagrada Família (Torre de Moncorvo)

· Carmelo de Santa Teresinha (Viana do Castelo)

Conventos (comunidades masculinas)[editar | editar código-fonte]

· Convento do Carmo de Aveiro (Aveiro)

· Convento do Menino Jesus de Praga (Avessadas)

· Convento do Carmo de Braga (Braga)

· Convento do Salvador de Beja (Beja)

· Convento da Casa São Nuno de Fátima (Fátima)

· Convento Domus Carmeli de Fátima (Fátima)

· Convento do Carmo de Felgueiras (Felgueiras)

· Convento do Carmo de Lisboa (Lisboa)

· Convento do Carmo do Funchal (Funchal)

· Convento Stella Maris do Porto (Porto)

· Convento do Carmo de Viana do Castelo (Viana do Castelo)


Comunidades carmelitas no Brasil



Carmelos (comunidades femininas)[editar | editar código-fonte]

· Mosteiro Flos Carmeli (Jaboticabal – SP)

· Mosteiro Mater Carmeli (Paranavaí – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora Aparecida (Belo Horizonte – MG)

· Carmelo de Santa Teresinha do Menino Jesus (Aparecida – SP)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo e São José (Francisco Beltrão – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Campo Mourão – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora de Guadalupe (Londrina – PR)

· Carmelo da Sagrada Família (Pouso Alegre - MG)

· Carmelo de Santa Teresa e Santa Míriam (Franca - SP)

· Carmelo de Nossa Senhora da Assunção e São José (Curitiba – PR)

· Carmelo de Cristo Redentor (São José – SC)

· Carmelo do Menino Jesus (Caxias do Sul – RS)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Porto Alegre – RS)

· Carmelo de Nosso Senhor dos Passos (São Leopoldo – RS)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Santa Maria – RS)

· Carmelo do Sagrado Coração de Jesus (Santo Ângelo – RS)

· Carmelo do Imaculado Coração de Maria (Giruá – RS)

· Carmelo de Santa Teresa e da Divina Misericórdia (Itajaí – SC)

· Carmelo de São José e da Virgem Mãe de Deus (Santos – RS)

· Mosteiro de Santa Maria das Carmelitas Eremitas (Itapeva – RS)

· Mosteiro de São José (Rio Grande – RS)

· Irmãs Carmelitas da Divina Providência (Belo Horizonte – MG)

· Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus (Santa Catarina)

· Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo (São Paulo)

Conventos (comunidades masculinas)[editar | editar código-fonte]

· Mosteiro de Santo Elias dos Carmelitas Eremíticos (Itapeva – RS)

· Província Carmelitana Pernambucana (Pernambuco)

· Província Carmelitana de Santo Elias (Unaí – MG)

· Convento de São João da Cruz (Porto Alegre – RS)

· Convento de São José (São Paulo)

· Convento de Nossa Senhora do Carmo (Belo Horizonte – MG)




Aparições e devoções carmelitas



A religiosa carmelita portuguesa Antónia d'Astónaco recebeu uma famosa aparição de São Miguel Arcanjo.

Tal como aconteceu com outras ordens religiosas católicas, a Ordem do Carmo também possui um vasto legado histórico de aparições ou revelações que inspiraram diversas devoções e práticas de piedade popular. Entre elas constam exemplos famosos como:

· Em 1251, a aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock, prior geral da Ordem dos Carmelitas, na qual a Santíssima Virgem Maria lhe entregou o Escapulário Carmelita e deixou a seguinte promessa: "Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os carmelitas. O que com ele morrer não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e uma prenda de paz e de aliança eternas.";

· A aparição do Divino Menino Jesus de Praga à Venerável Margarida do Santíssimo Sacramento (1619-1648), irmã carmelita do Convento de Beaune, em França, na qual o Divino Infante lhe indicou que, cada vez que se quisesse obter uma graça, esta deveria ser pedida invocando os méritos de Sua Santa Infância e que, dessa forma, nada seria recusado. Por fim, acrescentou o Divino Menino: "Tudo quanto me pedirem pela Minha Santa Infância será concedido!". As principais características desta já enraizada devoção carmelita são a prática de devotar o dia 25 de cada mês em honra do Menino Jesus (por causa do Natal) e a recitação da Coroinha do Menino Jesus de Praga, composta por 3 Pai-nossos (para honrar as três pessoas da Sagrada Família) e 12 Ave-Marias (para honrar os doze primeiros anos de vida de Jesus).



No Carmelo de Bejadecorreram inúmeras aparições às VeneráveisMadre Mariana da Purificaçãoe Madre Maria Perpétua da Luz.

· No Convento de Nossa Senhora da Esperança (ou Carmelo de Beja), duas freiras Carmelitas da Antiga Observância tiveram inúmeras aparições e revelações místicas ao longo da sua vida: a Venerável Madre Mariana da Purificação recebeu inúmeras aparições do Menino Jesus e o seu corpo foi encontrado incorrupto após a sua morte[1]; a Venerável Madre Maria Perpétua da Luz escreveu 60 cadernos com as suas revelações do Céu[2]; ambas as religiosas morreram com fama de santidade.

· A Venerável Maria Anna Lindmayr, religiosa carmelita descalça e Madre Superiora do Convento da Trindade de Munique, recebeu inúmeras revelações e manteve contínuos diálogos com as almas do purgatório. Estas revelações, reconhecidas posteriormente pela Igreja Católica, contribuíram para acentuar a prática devocional carmelita da oração em favor dessas mesmas almas para uma sua mais rápida libertação.

· A aparição de São Miguel Arcanjo à irmã carmelita portuguesa Antónia d'Astónaco, que, por meio dessa revelação privada, lhe pediu que fosse honrado, e Deus glorificado, através da recitação de nove invocações. Essas nove invocações correspondem a apelos dirigidos aos nove coros de anjos e deram origem ao chamado Terço de São Miguel Arcanjo. Esta aparição e respectiva devoção foram plenamente aprovadas pelo papa Pio IX em 1851;

· Entre 1844 e 1847 a Irmã Maria de São Pedro, carmelita no Convento de Tours, em França, recebeu inúmeras aparições de Jesus Cristo as quais deram origem à devoção da Sagrada Face. Por seu turno, a irmã carmelita Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face tornou-se numa das principais divulgadoras desta mesma devoção;



Garabandal, em Espanha, foi a pequena aldeia onde apareceu Nossa Senhora do Carmo a quatro meninas.

· Em 1917, na última aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, os pequenos videntes de Portugal afirmaram ter visto a Santíssima Virgem Maria aparecer-lhes vestida como Nossa Senhora do Carmo, trazendo consigo o Escapulário Carmelita. Anos mais tarde, a própria vidente Lúcia tornou-se numa religiosa carmelita. Quando à Irmã Lúcia foi-lhe perguntado numa entrevista porque motivo a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Monte Carmelo na sua última aparição em Fátima, a religiosa respondeu: "Porque Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário... o motivo foi esse", explicou ela, "é que o Escapulário é o nosso sinal de consagração ao Imaculado Coração de Maria". Quando lhe foi perguntado se o Escapulário do Carmo é assim tão relevante para o cumprimento de pedidos de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a Irmã Lúcia respondeu: "O Escapulário e o Rosário são inseparáveis".


Santoral carmelita



Frades (ou irmãos) carmelitas



Freiras (ou irmãs) carmelitas



Pintura de Nossa Senhora do Carmo com os santos Carmelitas: São Simão Stock,Santo Ângelo da Sicília, Santa Maria Madalena de Pazzi eSanta Teresa de Ávila. (1641; Museu Diocesano Palermo)

· Janeiro

· Dia 3 — Beato Ciríaco Elias Chavara

· Dia 8 — São Pedro Tomás

· Dia 9 — Santo André Corsini

· Dia 27 — Santo Henrique de Ossó e Cervelló

· Dia 29 — Beata Arcangela Girlani

· Abril

· Dia 17 — Beato Baptista Mantuano

· Dia 18 — Beata Maria da Encarnação

· Dia 23 — Beata Teresa Maria da Cruz

· Maio

· Dia 5 — Santo Ângelo da Sicília

· Dia 8 — Beato Aloísio Rabatá

· Dia 9 — São Jorge Preca

· Dia 16 — São Simão Stock

· Dia 22 — Santa Joaquina de Vedruna

· Dia 25 — Santa Maria Madalena de Pazzi

· Junho

· Dia 7 — Beata Ana de São Bartolomeu

· Dia 12 — Beato Hilário Januszewski

· Dia 12 — Beato Afonso Maria Mazurek

· Dia 14 — Santo Eliseu



As três carmelitas mártiresde Guadalajara.

· Julho

· Dia 9 — Beata Giovanna Scopelli

· Dia 13 — Santa Teresa de Jesus dos Andes

· Dia 16 — Nossa Senhora do Carmo (ou do Monte Carmelo)

· Dia 17 — Beata Teresa de Santo Agostinho e companheiras mártires de Compiègne

· Dia 20 — Santo Elias

· Dia 24 — Beato João Soreth

· Dia 24 — Beatas Maria Pilar, Teresa e Maria dos Anjos (Mártires de Guadalajara)

· Dia 27 — Beato Tito Brandsma

· Agosto

· Dia 7 — Santo Alberto da Sicília

· Dia 9 — Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

· Dia 12 — Beato Isidoro Bakanja

· Dia 16 — Beata Maria do Sacrário

· Dia 17 — Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi

· Dia 18 — Beato João Baptista Duvernail, Beato Miguel Luís Brulard e Beato Tiago Gagnoy

· Dia 25 — Beata Maria de Jesus Crucificado

· Dia 26 — Beato Jacques Retouret

· Setembro

· Dia 1 — Santa Teresa Margarida Redi

· Dia 12 — Beata Maria de Jesus

· Dia 17 — Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém

· Outubro

· Dia 1 — Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face

· Dia 15 — Santa Teresa de Jesus (Teresa de Ávila)

· Novembro

· Dia 5 — Beata Francisca de Ambósia

· Dia 6 — São Nuno de Santa Maria (Dom Nuno Álvares Pereira, o Condestável de Portugal)

· Dia 6 — Beata Josefa Naval Girbés

· Dia 7 — Beato Francisco de Jesus Maria José

· Dia 8 — Beata Isabel da Trindade

· Dia 19 — São Rafael Kalinowski

· Dia 29 — Beato Dionísio da Natividade e Beato Redento da Cruz

· Dezembro

· Dia 5 — Beato Bartolomeu Fanti

· Dia 11 — Santa Maria Maravilhas de Jesus

· Dia 14 — São João da Cruz

· Dia 16 — Beata Maria dos Anjos

OCDS

OCDS

ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES - OCDS





Uma vez que os Carmelitas Descalços foram declarados como Ordem independente dos Calçados, tiveram que começar, em muitas ocasiões e lugares, a construir novos conventos que geralmente se levantaram em lugares onde já os tinham levantado os Calçados, os quais desde épocas anteriores vinham atendendo à então chamada Ordem Terceira. Os Descalços, com o propósito de evitar diferenças e confusões, não erigiam a Ordem Terceira em lugares onde já a tivessem erigido os Calçados, porque também o Direito Canônico (C 711) proibia erigir no mesmo lugar dos confrades de mesmo nome e parece que este mesmo critério se aplicava às Ordens Terceiras.



Em 1708, na França, se encontrou um livro da V.O.T. do Carmelo Descalço que, se não é o primeiro que se escreveu, é o primeiro que utiliza o título de Santa Teresa para distingui-la dos Carmelitas Calçados. Sua origem deve ser italiana, porque na Espanha não houve Ordem Terceira alguma dos Carmelitas Descalços, senão até o ano de 1775.



A primeira fundação da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços que se comprova com documentos, é a da Fraternidade “São João Evangelista”, estabelecida na Igreja do Carmo da cidade de Toluca , no México. O Padre Geral, Frei Pablo de La Concepción , com o consentimento do Definitório, autorizou o estabelecimento da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços em Toluca, em 02 de março de 1731 (segundo o livro da fundação). Poucos anos mais tarde, em 02 de junho de 1737, se estabeleceu solenemente a fraternidade. A Congregação da Espanha a autorizou em atenção ao fato de que não havia Carmelitas Calçados em Toluca. Estas são as razões pelas quais se considera esta fraternidade a primeira da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços, canonicamente erigida.



Natureza da Ordem



A Ordem Carmelita Secular da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (historicamente conhecida como Ordem Terceira) é uma associação principalmente de pessoas leigas. Seus membros, respondendo a um chamado especial de Deus, se comprometem livremente e deliberadamente a viver no seguimento de Jesus Cristo, de acordo com as tradições e o espírito do Carmelo Teresiano.



A espiritualidade carmelitana acentua a pureza de coração e o esvaziamento do ego, de tal forma, que Deus possa ser nosso tudo. O Carmelita Secular é chamado a buscar a Deus, nas circunstâncias normais da vida cotidiana, levando amor, flor brotada das raízes do Carmelo, a todos, como os quais convive, ou trabalha.



Os membros da Ordem Secular dos Carmelitas Descalços pertencem plenamente à família carmelitana, são filhos da mesma Ordem, na comunhão fraterna dos mesmos bens espirituais e na participação da mesma vocação de santidade e da mesma missão da Igreja, que é de viver a mensagem do Evangelho e levar Jesus Cristo a outras pessoas.



Um padre diocesano pode ser admitido na Ordem Carmelita Descalça Secular, adaptando seu estado de vida, com a espiritualidade carmelitana.



O membro da Ordem Carmelita Secular será chamado de: “Carmelita Secular”.



A comunidade formada pelos seus membros chamar-se-á, por exemplo: “Comunidade Santa Teresa de Jesus”, ou “Comunidade Rainha do Carmelo”, etc.



Propósito da Ordem



A proposta da Ordem Secular dos Carmelitas Descalços é oferecer ao leigo um ambiente em fraternidade, onde se viva o Evangelho e a espiritualidade carmelitana de buscar o Senhor em oração contemplativa, numa comunhão de fé, esperança e amor; e num espírito de serviço para Deus e à humanidade.



A família carmelitana é inspirada nas vidas da Bem-Aventurada Virgem Maria e do profeta Santo Elias. Maria é nossa Rainha, Mãe e Irmã. Uma comprovação da influência de Maria em nossas vidas é determinada pela declaração “Carmelus totus marianus est” (o Carmelo é eminentemente Mariano). Nela, nós achamos o modelo de tudo aquilo que desejamos e esperamos ser.



Elias é o profeta do Monte Carmelo e nosso pai na fé. Com um desejo ardente voltado para o Deus vivo e verdadeiro, ele passou a vida inteira a testemunhar a presença de Iahweh no mundo.



Este modo de viver o Evangelho deve ser buscado pelo Carmelita Secular, numa vida de oração contemplativa e numa comunhão permanente com os irmãos. Em resumo, vivendo verdadeiramente o amor. Este amor foi alegremente declarado por Santa Teresinha do Menino Jesus, quando descobriu sua vocação, exclamando: “ó Jesus, meu amor... minha vocação, afinal eu a encontrei... minha vocação é o amor !”.



O Chamado à Oração



O desafio do Carmelita Secular é buscar a presença de Deus na oração, mesmo tendo uma vida ativa e ocupada no meio do mundo. Esta era a situação enfrentada pelos primeiros eremitas Carmelitas que migraram para a Europa. Estes homens viviam uma vida de oração na solidão e foram chamados para ser envolvidos em um ministério ativo. Oração e serviço são os companheiros mútuos de acordo com nossas tradições. A oração desenvolve de forma concreta uma fé que alcança generosamente os que estão ao nosso redor, enquanto este envolvimento com os outros gera frutos de amadurecimento e crescimento na oração. É uma tentativa de viver esta vida de oração no mundo agitado de hoje. Esta é a forma como a Igreja tem agido durante séculos.



Os Sacramentos da Igreja devem estar no centro do coração de um Carmelita Secular.



A Liturgia das Horas santifica o nosso dia e nos une à oração da Igreja. O leigo Carmelita deve ser fiel à oração litúrgica e às devoções marianas, especialmente o terço diário. Se possível, a Missa diária, como forma mais perfeita de crescimento espiritual.



Nos momentos livres de nossa vida diária, somos chamados pela Regra Carmelita a ler e escutar a Palavra de Deus, no intuito de edificar e trazer quietude ao nosso coração. Esta quietude e reflexão da Sagrada Escritura nos conduzem a uma oração contemplativa, aos moldes de Maria, nossa Mãe, que “guardava todas estas coisas e refletia em seu coração (Lc 2,19)”.



Através destes esforços, as Comunidades de Carmelitas Seculares tornar-se-ão modelos de comunidades orantes, dentro da Igreja.



Um Chamado para a Comunidade



A Ordem Carmelita oferece aos membros da Ordem Secular os meios necessários à vivência do Evangelho e a fidelidade aos compromissos assumidos no Batismo. Este chamado para a comunidade é evidenciado profundamente na Regra de Vida do Carmelo, escrita por Santo Alberto de Jerusalém, capítulos 7 a 11, que determina que os carmelitas vivam em comunidade, celebrem juntos a Eucaristia, freqüentemente se encontrem para encorajar um ao outro, tenham sempre um espírito de pobre e encontrem na oração contemplativa o caminho de um encontro profundo com o Senhor. Os membros da Ordem Secular devem dar testemunho de cristãos, sendo “um só coração e uma só mente, vivendo em comum, na partilha do pão e da oração (Atos 2, 42-47; 4, 32)”.



Este relacionamento mútuo de amor, no entanto, difícil de alcançar, fortalece os corações dos membros, num espírito de cooperação amorosa e ativa, para estabelecer o Reino de Deus, em um mundo freqüentemente secularizado e hostil. Este espírito de amor não deve se estender somente aos Carmelitas, mas a todos e, principalmente, aos pobres e marginalizados, num esforço de se estabelecer a paz e justiça neste mundo injusto e sem paz.



Viver como membro de uma Comunidade Carmelita, implica também, não negligenciar nos deveres; de acordo com seu estado de vida, pessoa casada ou solteira.



As Comunidades de Carmelitas Descalços Seculares devem ser testemunhas na comunidade, dentro da Igreja e no mundo.



O Chamado para o Ministério



Os Carmelitas Seculares, como todas as pessoas batizadas, são chamados a se envolver profundamente na missão da Igreja. Submersos no mundo como eles estão, deverão refletir um espírito cristão, nas suas famílias, no ambiente de trabalho, nas responsabilidades sociais, nas relações com outros e em todos os momentos do dia.



Eles encontrarão na pessoa de Elias inspiração e testemunho. Foi ele quem disse: “Eu me consumo de ardente zelo por Iahweh dos Exércitos” (I Reis 19, 10). Em luta com os falsos profetas de seu tempo, Elias proclamou o Reino de Deus e trabalhou arduamente para seu estabelecimento. Um Carmelita Secular no mesmo espírito de Elias é chamado a criticar os valores, ações, sistemas e metas que são hostis ao Evangelho.



Nossa Mãe Maria, é também um maravilhoso exemplo de Ministério, caminhando com Jesus em todos os momentos da sua vida, até mesmo ao pé da cruz.



O Ministério em nossos dias envolve um sacrifício de tempo, talento e dedicação por parte do indivíduo. Um Carmelita Secular aceita o sofrimento e estima o convite do Senhor de renunciar a si mesmo e levar sua cruz diariamente no seguimento do Senhor (Mc 8, 34).



Qualquer ministério exercido individualmente, ou pela comunidade, deve fluir de nossa herança Carmelita e deve provocar a santificação de nossas famílias, do nosso trabalho e da sociedade. Ou seja, os ministérios devem ser integrados com as outras áreas da vida de um Carmelita. Orar pelos outros é um ministério bastante válido, como é tão bem exemplificado e executado, na Ordem Carmelita Descalça, pelas monjas que vivem nas clausuras do mundo inteiro e sustentam o mundo com suas orações.



Devoção Mariana



Desde seu começo, toda a Família Carmelitana tem tido uma dedicação especial pela Santíssima Virgem Maria. Realmente, os Carmelitas, em todos os tempos, têm sido conhecidos como: “Irmãos e Irmãs de Nossa Senhora do Monte Carmelo”. Então, toda a Ordem Secular deverá honrar Nossa Senhora com especial amor e devoção. Ela é um modelo de tudo aquilo que nós desejamos e esperamos ser.



Os Carmelitas sempre se colocaram sob os cuidados maternos de Nossa Senhora, chamando-A de Mãe. A Ordem desfruta de Sua ajuda especial.



O Escapulário marrom é um sinal de sua proteção , é um símbolo também da vida interior da pessoa que tem devoção por Nossa Senhora .



A Ordem Carmelita Descalça Secular nos tempos atuais



A OCDS pertence ao “tronco” do Carmelo Descalço. Somos perfeita e plenamente unidos ao Frades Carmelitas Descalços e às Monjas Carmelitas Descalças. Cada uma desses grandes ramos, que na verdade formam uma única família, possui seu carisma próprio, seu “modo” de ser e de agir no mundo e na Igreja. Cada vez mais cresce no meio dos membros da OCDS a consciência de nossa grande responsabilidade eclesial, apostólica e missionária: sermos verdadeiros carmelitas, no espírito e carisma de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz, porém vivendo inseridos no mundo secular, na sociedade.



Para isso devemos estar muito bem preparados. Não é fácil, em nosso mundo secularizado, que esqueceu valores humanos e espirituais básicos, sermos legítimos carmelitas. Temos que nos “encher” do Carmelo para vivermos o carisma carmelitano em nossas vidas e famílias e, depois, levarmos esse carisma para o mundo. Falei que não é fácil, porém, não é impossível. Através da oração, da leitura e vivência da Palavra de Deus, de nossa união com a Igreja (sua doutrina, ensinamentos, sacramentos e missão), com o Carmelo Descalço (seu carisma e apostolado) e por meio de um consciente e generoso “sim” à causa do Reino de Deus, é possível ser um verdadeiro carmelita vivendo no mundo.



Assim é a OCDS: uma sociedade de fiéis leigos que se apaixonaram por Cristo através dessa “ótica” ensinada por nossos santos e santas: sermos plenamente dEle, de corpo e alma, amando-O com um amor puro e desprendido, cheios de zelo por Sua glória e desejosos de que todos O amem como Ele merece ser amado.