segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CATEQUESE

Catequese :
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O tripé da quaresma

Estamos na Quaresma. A oração, o jejum e a caridade compõem o tripé desta época tão marcante para nós, cristãos, católicos.
A oração é a comunicação com o nosso Pai Celeste. Nos dirigimos ao Pai não somente através de orações decoradas, como temos tantas, lindas e eficientes, sendo que a mais completa é o "Pai Nosso", que o próprio Jesus nos ensinou, como também pelas nossas orações espontâneas. Mas, o mais importante é que a oração seja meditada, saída do fundo do coração e não somente da boca pra fora.
As orações espontâneas são aquelas que a nossa mente, unida à alma e ao coração, criam pela nossa fé, uma profunda intimidade com Cristo.
O jejum é uma prática importantíssima da Quaresma.
Consiste em uma redução ou abstenção de alimentos especialmente por espírito de mortificação.
A nossa Igreja Católica, Apostólica, Romana, sugere aos fiéis o jejum principalmente na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, assim como a abstinência da carne, num espírito de sacrifício, muito próprio do tempo da Quaresma, sendo que praticadas em outros dias que não estes, terão igualmente imenso valor perante Deus.
Entretanto, o jejum não consiste apenas na redução de alimentos, porque o próprio Jesus disse: "Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai do seu interior". (Mc 7,15)
As fofocas, as mentiras, as calúnias, as maledicências, são situações das quais precisamos nos abster, jejuar, pois estas sim, ferem o irmão e são capazes de jogá-lo no fundo do poço.
O jejum deve ter sempre um propósito, e não, fazer por fazer. O fruto do jejum de alimentos deve ser sempre a caridade. De nada adianta a abstenção de algum alimento ou até da carne, se o seu custo não for aplicado em favor de alguém que raríssimas vezes o tem na sua refeição.
Muitos católicos, infelizmente, ainda costumam na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, substituir a carne por bacalhau ou por um bom peixe.
Faz sentido, este jejum e abstinência?
Sejamos sensatos e coerentes!
Um pouco de mortificação transformada em caridade fará a nossa Quaresma mais agradável aos olhos de Deus.

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