segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

OCD / OCDS .



Ordem do Carmo




Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo




Escudo da Ordem do Carmo (ou Carmelitas)


(O.Carm.)


Lema

"Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum (com zelo tenho sido zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos)"


Fundação

Finais do século XII


Tipo

Ordem religiosa


Sede

Cúria Geral dos Carmelitas
Via Giovanni Lanza 138,
00184 Roma, Itália


Sítio oficial

www.ocarm.org


A Ordem do Carmo (ou Ordem dos Carmelitas), originalmente chamada Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, é uma ordem religiosa católica que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo (uma cadeia de colinas, próxima à actual cidade de Haifa, antiga Porfíria, no atual Estado de Israel), onde está instalada no Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

A palavra "carmelo" significa jardim. Conta a tradição que o profeta Elias se estabeleceu numa gruta, em pleno Monte Carmelo, seguindo uma vida eremítica de oração e silêncio. Nele, e no seu modo de vida, se inspiraram os primeiros religiosos da Ordem. Mais tarde, uma Regra para a Ordem do Carmo foi sistematizada e proposta por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e aprovada pelo papa Honório III em 1226. No século XIII os religiosos acabaram por migrar para os países do Ocidente, fugindo das invasões sarracenas.

No século XVI, na Espanha, Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz conduziram um processo de renovação (ou reforma) do carisma da Ordem do Carmo. Deste processo histórico e místico surgiu um novo ramo: o ramo dosCarmelitas Descalços.

Um mosteiro ou convento carmelita é conhecido por carmelo.


Os ramos da Ordem do Carmo



Brasão da Antiga Observância da Ordem do Carmo e da Ordem Terceira do Carmo.

Carmelitas da Antiga Observância

A Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância (ou simplesmente Carmelitas) são o ramo mais antigo e originário da Ordem do Carmo.



Santa Maria Madalena de Pazzi, mística Carmelita.

Denominações e siglas

Ordo Fratrum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Antiquae Observantiae; Calceatorum; CC; Carm. C.; OC; OCAO; OCC; O.Carm.

Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas; Carmelitas Calçados; Carmelitas da Antiga Observância, Ordem dos Carmelitas Observantes, Ordem do Carmo.

Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Os Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (ou Carmelitas Eremitas) são um ramo da Ordem do Carmo que se originou com monges eremitas que, desde oséculo XIII, se tornaram na sua maioria em frades mendicantes. Os Carmelitas Eremitas do ramo masculino da Ordem do Carmo não são, contudo, considerados como os frades carmelitas de vida activa e apostólica. Na actualidade, os Carmelitas Eremitas são comunidades separadas, tanto de homens como de mulheres, que vivem uma vida de clausura, inspirada na antiga vida monástica carmelita, sob a autoridade do Prior Geral da Ordem Carmelita (O. Carm.).

Denominações e siglas[editar | editar código-fonte]

Eremitarum Beatissimae Virginis Mariae de Monte Carmelo; Fratrum Carmelitarum Eremitarum; E.Carm.;

Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Eremitas de Nossa Senhora do Carmo; Carmelitas Eremitas; Irmãos Carmelitas Eremitas; Monges Carmelitas Eremitas; Eremitas do Monte Carmelo; Eremitas Carmelitas.

Ordem Terceira do Carmo

Ver artigo principal: Ordem Terceira do Carmo



Uma religiosa carmelita na solidão da sua cela, a rezar e a praticar a Lectio Divina.

A Venerável Ordem Terceira do Carmo (ou, simplesmente, Terceiros Carmelitas) é um ramo da Ordem do Carmo composto pelo grupo de membros leigos dos Carmelitas da Antiga Observância, os quais encontram-se sempre unidos em comunhão fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa. Este ramo baseia-se, por norma, no carisma carmelita original, ainda que partilhe a riqueza espiritual do ramo reformado por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

A instituição da Ordem Terceira do Carmo, depois também chamada de Venerável devido ao fato de se tratar da maior ordem religiosa mariana), remonta ao tempo de São Simão Stock que, além de ter sido um importante empreendedor na constituição da Ordem do Carmo, foi quem recebeu das mãos de Nossa Senhora o Seu famoso Escapulário, sob a promessa de divinas graças que seriam concedidas aos seus confrades que o usassem com devoção. É considerado, contudo, como fundador das Irmãs Carmelitas de clausura e da própria Ordem Terceira do Carmo, o Beato João Soreth. Na realidade, tal deve-se ao facto de que, em meados do século XV, apesar dessas comunidades religiosas já existirem, estas viviam sem Regra definida e foi ele quem deu-lhes a devida forma canónica. Foi o Beato João Soreth quem, na primeira pessoa, empreendeu todos os esforços necessários e obteve do papa a aprovação dos estatutos legais e o reconhecimento da Ordem das Irmãs Carmelitas de clausura e da Ordem Terceira do Carmo (sendo esta última composta maioritariamente por homens e mulheres leigos, mas que estão ligados espiritualmente, de modo bastante particular, aos restantes membros da Ordem do Carmo). Na implementação do ramo da Ordem Terceira do Carmo esteve também relacionado São Nuno de Santa Maria.

Denominações e siglas

Ordo Tertius Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Tertius Carmelitarum; OTC; VOTC; O.T.Carm.

Ordem Terceira da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmelo; Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; Venerável Ordem Terceira do Carmo; Ordem Terceira do Carmo; Ordem dos Terceiros Carmelitas; Terceiros Carmelitas.

Carmelitas Descalços



Brasão dos Carmelitas Descalços e da Ordem dos Carmelitas Seculares

Ver artigo principal: Ordem dos Carmelitas Descalços

A Ordem dos Carmelitas Descalços (ou, simplesmente, Carmelitas Descalços) é um ramo da Ordem do Carmo, formado em 1593, que resulta de uma reforma feita ao carisma carmelita elaborada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz. Este ramo divide-se em três diferentes tipos de família carmelita: os padres ou frades, as freiras de clausura e os leigos.



Santa Teresa de Ávila



São João da Cruz

No século XVI, Santa Teresa de Ávila iniciou um processo de reforma ao carisma carmelita. Fez um voto de que haveria de seguir sempre o caminho da perfeição, e resolveu mantê-lo o mais próximo possível daquilo que a Regra do Carmo permitia. Numa noite do mês de Setembro de 1560, Teresa de Ávila decidiu reunir um grupo de freiras na sua cela e, tomando a inspiração primitiva da Ordem do Carmo e a reforma descalça de São Pedro de Alcântara, propôs-lhes a fundação de um mosteiro de tipoeremítico. Em 1562 é, então, fundado um novo mosteiro (que foi especialmente dedicado a São José). Por seu lado, em Duruelo, São João da Cruz e António de Jesus fundaram também um novo e primeiro convento masculino destinado aos fradesCarmelitas Descalços. Em 1593, o papa Clemente VIII concedeu total autonomia ao ramo dos Carmelitas Descalços (separando o seu carisma do carisma do ramo dos Carmelitas da Antiga Observância, desde então também chamados de Carmelitas Calçados para que melhor se pudesse estabelecer a diferença).

Denominações e siglas

Ordo Fratrum Discalceatorum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Discalceatorum; CD; Carm. D.; O. Carm. Disc.; OCD.

Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas Descalços; Carmelitas Descalços, Ordem Carmelitana Descalça.

Carmelitas Seculares

Ver artigo principal: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares

A Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (ou, simplesmente, Carmelitas Seculares) é um ramo da Ordem do Carmo destinado ao grupo de leigos dos Carmelitas Descalços, os quais encontram-se assim sempre unidos em comunhão fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa. Este ramo também se baseia na reforma feita ao carisma carmelita elaborada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

A Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares nasceu da vontade de algumas comunidades de leigos poderem fazer parte do carisma característico à das comunidades de religiosos consagrados da Ordem dos Carmelitas Descalços. Daí que, pouco depois da reforma do Carmelo, também se pudessem contemplar leigos como família carmelita. Os leigos Carmelitas Descalços Seculares assumem-se como "uma associação de fiéis que se comprometem a procurar no mundo a perfeição evangélica, inspirando e nutrindo a sua vida cristã com a espiritualidade e a orientação do Carmelo Teresiano" (artº 1 da Norma de Vida). Por outras palavras, o Carmelo Secular é constituído por leigos que procuram viver fielmente a sua vocação de baptizados, pondo em prática o Evangelho com a ajuda da espiritualidade carmelita.

Os Carmelitas Descalços Seculares constituem-se em pequenas fraternidades e "pertencem inteiramente à família carmelitana e são filhos da mesma Ordem, na comunhão fraterna dos mesmos bens espirituais, na participação da mesma vocação à santidade e da mesma missão na Igreja com a diferença essencial do estado de vida" (artº 1 da Norma de Vida).

Denominações e siglas

Ordo Carmelitarum Discalceatorum Seculorum; OCDS.

Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares; Carmelitas Descalços Seculares; Ordem Carmelita Secular; Carmelitas Seculares; Carmelo Secular.


História dos carmelitas no mundo

Ver artigo principal: História dos Carmelitas

Comunidades carmelitas em Portugal



Carmelos (comunidades femininas)[editar | editar código-fonte]

· Carmelo de Cristo Redentor (Aveiro)

· Carmelo do Coração Imaculado de Maria (Carvalhosa)

· Carmelo do Sagrado Coração de Jesus (Beja)

· Carmelo da Imaculada Conceição (Braga)

· Carmelo de Santa Teresa (Coimbra)

· Carmelo do Beato Nuno (Crato)

· Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo (Faro)

· Carmelo de São José (Fátima)

· Carmelo da Santíssima Trindade (Guarda)

· Carmelo da Sagrada Família (Torre de Moncorvo)

· Carmelo de Santa Teresinha (Viana do Castelo)

Conventos (comunidades masculinas)[editar | editar código-fonte]

· Convento do Carmo de Aveiro (Aveiro)

· Convento do Menino Jesus de Praga (Avessadas)

· Convento do Carmo de Braga (Braga)

· Convento do Salvador de Beja (Beja)

· Convento da Casa São Nuno de Fátima (Fátima)

· Convento Domus Carmeli de Fátima (Fátima)

· Convento do Carmo de Felgueiras (Felgueiras)

· Convento do Carmo de Lisboa (Lisboa)

· Convento do Carmo do Funchal (Funchal)

· Convento Stella Maris do Porto (Porto)

· Convento do Carmo de Viana do Castelo (Viana do Castelo)


Comunidades carmelitas no Brasil



Carmelos (comunidades femininas)[editar | editar código-fonte]

· Mosteiro Flos Carmeli (Jaboticabal – SP)

· Mosteiro Mater Carmeli (Paranavaí – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora Aparecida (Belo Horizonte – MG)

· Carmelo de Santa Teresinha do Menino Jesus (Aparecida – SP)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo e São José (Francisco Beltrão – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Campo Mourão – PR)

· Carmelo de Nossa Senhora de Guadalupe (Londrina – PR)

· Carmelo da Sagrada Família (Pouso Alegre - MG)

· Carmelo de Santa Teresa e Santa Míriam (Franca - SP)

· Carmelo de Nossa Senhora da Assunção e São José (Curitiba – PR)

· Carmelo de Cristo Redentor (São José – SC)

· Carmelo do Menino Jesus (Caxias do Sul – RS)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Porto Alegre – RS)

· Carmelo de Nosso Senhor dos Passos (São Leopoldo – RS)

· Carmelo de Nossa Senhora do Carmo (Santa Maria – RS)

· Carmelo do Sagrado Coração de Jesus (Santo Ângelo – RS)

· Carmelo do Imaculado Coração de Maria (Giruá – RS)

· Carmelo de Santa Teresa e da Divina Misericórdia (Itajaí – SC)

· Carmelo de São José e da Virgem Mãe de Deus (Santos – RS)

· Mosteiro de Santa Maria das Carmelitas Eremitas (Itapeva – RS)

· Mosteiro de São José (Rio Grande – RS)

· Irmãs Carmelitas da Divina Providência (Belo Horizonte – MG)

· Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus (Santa Catarina)

· Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo (São Paulo)

Conventos (comunidades masculinas)[editar | editar código-fonte]

· Mosteiro de Santo Elias dos Carmelitas Eremíticos (Itapeva – RS)

· Província Carmelitana Pernambucana (Pernambuco)

· Província Carmelitana de Santo Elias (Unaí – MG)

· Convento de São João da Cruz (Porto Alegre – RS)

· Convento de São José (São Paulo)

· Convento de Nossa Senhora do Carmo (Belo Horizonte – MG)




Aparições e devoções carmelitas



A religiosa carmelita portuguesa Antónia d'Astónaco recebeu uma famosa aparição de São Miguel Arcanjo.

Tal como aconteceu com outras ordens religiosas católicas, a Ordem do Carmo também possui um vasto legado histórico de aparições ou revelações que inspiraram diversas devoções e práticas de piedade popular. Entre elas constam exemplos famosos como:

· Em 1251, a aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock, prior geral da Ordem dos Carmelitas, na qual a Santíssima Virgem Maria lhe entregou o Escapulário Carmelita e deixou a seguinte promessa: "Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os carmelitas. O que com ele morrer não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e uma prenda de paz e de aliança eternas.";

· A aparição do Divino Menino Jesus de Praga à Venerável Margarida do Santíssimo Sacramento (1619-1648), irmã carmelita do Convento de Beaune, em França, na qual o Divino Infante lhe indicou que, cada vez que se quisesse obter uma graça, esta deveria ser pedida invocando os méritos de Sua Santa Infância e que, dessa forma, nada seria recusado. Por fim, acrescentou o Divino Menino: "Tudo quanto me pedirem pela Minha Santa Infância será concedido!". As principais características desta já enraizada devoção carmelita são a prática de devotar o dia 25 de cada mês em honra do Menino Jesus (por causa do Natal) e a recitação da Coroinha do Menino Jesus de Praga, composta por 3 Pai-nossos (para honrar as três pessoas da Sagrada Família) e 12 Ave-Marias (para honrar os doze primeiros anos de vida de Jesus).



No Carmelo de Bejadecorreram inúmeras aparições às VeneráveisMadre Mariana da Purificaçãoe Madre Maria Perpétua da Luz.

· No Convento de Nossa Senhora da Esperança (ou Carmelo de Beja), duas freiras Carmelitas da Antiga Observância tiveram inúmeras aparições e revelações místicas ao longo da sua vida: a Venerável Madre Mariana da Purificação recebeu inúmeras aparições do Menino Jesus e o seu corpo foi encontrado incorrupto após a sua morte[1]; a Venerável Madre Maria Perpétua da Luz escreveu 60 cadernos com as suas revelações do Céu[2]; ambas as religiosas morreram com fama de santidade.

· A Venerável Maria Anna Lindmayr, religiosa carmelita descalça e Madre Superiora do Convento da Trindade de Munique, recebeu inúmeras revelações e manteve contínuos diálogos com as almas do purgatório. Estas revelações, reconhecidas posteriormente pela Igreja Católica, contribuíram para acentuar a prática devocional carmelita da oração em favor dessas mesmas almas para uma sua mais rápida libertação.

· A aparição de São Miguel Arcanjo à irmã carmelita portuguesa Antónia d'Astónaco, que, por meio dessa revelação privada, lhe pediu que fosse honrado, e Deus glorificado, através da recitação de nove invocações. Essas nove invocações correspondem a apelos dirigidos aos nove coros de anjos e deram origem ao chamado Terço de São Miguel Arcanjo. Esta aparição e respectiva devoção foram plenamente aprovadas pelo papa Pio IX em 1851;

· Entre 1844 e 1847 a Irmã Maria de São Pedro, carmelita no Convento de Tours, em França, recebeu inúmeras aparições de Jesus Cristo as quais deram origem à devoção da Sagrada Face. Por seu turno, a irmã carmelita Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face tornou-se numa das principais divulgadoras desta mesma devoção;



Garabandal, em Espanha, foi a pequena aldeia onde apareceu Nossa Senhora do Carmo a quatro meninas.

· Em 1917, na última aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, os pequenos videntes de Portugal afirmaram ter visto a Santíssima Virgem Maria aparecer-lhes vestida como Nossa Senhora do Carmo, trazendo consigo o Escapulário Carmelita. Anos mais tarde, a própria vidente Lúcia tornou-se numa religiosa carmelita. Quando à Irmã Lúcia foi-lhe perguntado numa entrevista porque motivo a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Monte Carmelo na sua última aparição em Fátima, a religiosa respondeu: "Porque Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário... o motivo foi esse", explicou ela, "é que o Escapulário é o nosso sinal de consagração ao Imaculado Coração de Maria". Quando lhe foi perguntado se o Escapulário do Carmo é assim tão relevante para o cumprimento de pedidos de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a Irmã Lúcia respondeu: "O Escapulário e o Rosário são inseparáveis".


Santoral carmelita



Frades (ou irmãos) carmelitas



Freiras (ou irmãs) carmelitas



Pintura de Nossa Senhora do Carmo com os santos Carmelitas: São Simão Stock,Santo Ângelo da Sicília, Santa Maria Madalena de Pazzi eSanta Teresa de Ávila. (1641; Museu Diocesano Palermo)

· Janeiro

· Dia 3 — Beato Ciríaco Elias Chavara

· Dia 8 — São Pedro Tomás

· Dia 9 — Santo André Corsini

· Dia 27 — Santo Henrique de Ossó e Cervelló

· Dia 29 — Beata Arcangela Girlani

· Abril

· Dia 17 — Beato Baptista Mantuano

· Dia 18 — Beata Maria da Encarnação

· Dia 23 — Beata Teresa Maria da Cruz

· Maio

· Dia 5 — Santo Ângelo da Sicília

· Dia 8 — Beato Aloísio Rabatá

· Dia 9 — São Jorge Preca

· Dia 16 — São Simão Stock

· Dia 22 — Santa Joaquina de Vedruna

· Dia 25 — Santa Maria Madalena de Pazzi

· Junho

· Dia 7 — Beata Ana de São Bartolomeu

· Dia 12 — Beato Hilário Januszewski

· Dia 12 — Beato Afonso Maria Mazurek

· Dia 14 — Santo Eliseu



As três carmelitas mártiresde Guadalajara.

· Julho

· Dia 9 — Beata Giovanna Scopelli

· Dia 13 — Santa Teresa de Jesus dos Andes

· Dia 16 — Nossa Senhora do Carmo (ou do Monte Carmelo)

· Dia 17 — Beata Teresa de Santo Agostinho e companheiras mártires de Compiègne

· Dia 20 — Santo Elias

· Dia 24 — Beato João Soreth

· Dia 24 — Beatas Maria Pilar, Teresa e Maria dos Anjos (Mártires de Guadalajara)

· Dia 27 — Beato Tito Brandsma

· Agosto

· Dia 7 — Santo Alberto da Sicília

· Dia 9 — Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

· Dia 12 — Beato Isidoro Bakanja

· Dia 16 — Beata Maria do Sacrário

· Dia 17 — Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi

· Dia 18 — Beato João Baptista Duvernail, Beato Miguel Luís Brulard e Beato Tiago Gagnoy

· Dia 25 — Beata Maria de Jesus Crucificado

· Dia 26 — Beato Jacques Retouret

· Setembro

· Dia 1 — Santa Teresa Margarida Redi

· Dia 12 — Beata Maria de Jesus

· Dia 17 — Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém

· Outubro

· Dia 1 — Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face

· Dia 15 — Santa Teresa de Jesus (Teresa de Ávila)

· Novembro

· Dia 5 — Beata Francisca de Ambósia

· Dia 6 — São Nuno de Santa Maria (Dom Nuno Álvares Pereira, o Condestável de Portugal)

· Dia 6 — Beata Josefa Naval Girbés

· Dia 7 — Beato Francisco de Jesus Maria José

· Dia 8 — Beata Isabel da Trindade

· Dia 19 — São Rafael Kalinowski

· Dia 29 — Beato Dionísio da Natividade e Beato Redento da Cruz

· Dezembro

· Dia 5 — Beato Bartolomeu Fanti

· Dia 11 — Santa Maria Maravilhas de Jesus

· Dia 14 — São João da Cruz

· Dia 16 — Beata Maria dos Anjos

OCDS

OCDS

ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES - OCDS





Uma vez que os Carmelitas Descalços foram declarados como Ordem independente dos Calçados, tiveram que começar, em muitas ocasiões e lugares, a construir novos conventos que geralmente se levantaram em lugares onde já os tinham levantado os Calçados, os quais desde épocas anteriores vinham atendendo à então chamada Ordem Terceira. Os Descalços, com o propósito de evitar diferenças e confusões, não erigiam a Ordem Terceira em lugares onde já a tivessem erigido os Calçados, porque também o Direito Canônico (C 711) proibia erigir no mesmo lugar dos confrades de mesmo nome e parece que este mesmo critério se aplicava às Ordens Terceiras.



Em 1708, na França, se encontrou um livro da V.O.T. do Carmelo Descalço que, se não é o primeiro que se escreveu, é o primeiro que utiliza o título de Santa Teresa para distingui-la dos Carmelitas Calçados. Sua origem deve ser italiana, porque na Espanha não houve Ordem Terceira alguma dos Carmelitas Descalços, senão até o ano de 1775.



A primeira fundação da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços que se comprova com documentos, é a da Fraternidade “São João Evangelista”, estabelecida na Igreja do Carmo da cidade de Toluca , no México. O Padre Geral, Frei Pablo de La Concepción , com o consentimento do Definitório, autorizou o estabelecimento da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços em Toluca, em 02 de março de 1731 (segundo o livro da fundação). Poucos anos mais tarde, em 02 de junho de 1737, se estabeleceu solenemente a fraternidade. A Congregação da Espanha a autorizou em atenção ao fato de que não havia Carmelitas Calçados em Toluca. Estas são as razões pelas quais se considera esta fraternidade a primeira da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços, canonicamente erigida.



Natureza da Ordem



A Ordem Carmelita Secular da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (historicamente conhecida como Ordem Terceira) é uma associação principalmente de pessoas leigas. Seus membros, respondendo a um chamado especial de Deus, se comprometem livremente e deliberadamente a viver no seguimento de Jesus Cristo, de acordo com as tradições e o espírito do Carmelo Teresiano.



A espiritualidade carmelitana acentua a pureza de coração e o esvaziamento do ego, de tal forma, que Deus possa ser nosso tudo. O Carmelita Secular é chamado a buscar a Deus, nas circunstâncias normais da vida cotidiana, levando amor, flor brotada das raízes do Carmelo, a todos, como os quais convive, ou trabalha.



Os membros da Ordem Secular dos Carmelitas Descalços pertencem plenamente à família carmelitana, são filhos da mesma Ordem, na comunhão fraterna dos mesmos bens espirituais e na participação da mesma vocação de santidade e da mesma missão da Igreja, que é de viver a mensagem do Evangelho e levar Jesus Cristo a outras pessoas.



Um padre diocesano pode ser admitido na Ordem Carmelita Descalça Secular, adaptando seu estado de vida, com a espiritualidade carmelitana.



O membro da Ordem Carmelita Secular será chamado de: “Carmelita Secular”.



A comunidade formada pelos seus membros chamar-se-á, por exemplo: “Comunidade Santa Teresa de Jesus”, ou “Comunidade Rainha do Carmelo”, etc.



Propósito da Ordem



A proposta da Ordem Secular dos Carmelitas Descalços é oferecer ao leigo um ambiente em fraternidade, onde se viva o Evangelho e a espiritualidade carmelitana de buscar o Senhor em oração contemplativa, numa comunhão de fé, esperança e amor; e num espírito de serviço para Deus e à humanidade.



A família carmelitana é inspirada nas vidas da Bem-Aventurada Virgem Maria e do profeta Santo Elias. Maria é nossa Rainha, Mãe e Irmã. Uma comprovação da influência de Maria em nossas vidas é determinada pela declaração “Carmelus totus marianus est” (o Carmelo é eminentemente Mariano). Nela, nós achamos o modelo de tudo aquilo que desejamos e esperamos ser.



Elias é o profeta do Monte Carmelo e nosso pai na fé. Com um desejo ardente voltado para o Deus vivo e verdadeiro, ele passou a vida inteira a testemunhar a presença de Iahweh no mundo.



Este modo de viver o Evangelho deve ser buscado pelo Carmelita Secular, numa vida de oração contemplativa e numa comunhão permanente com os irmãos. Em resumo, vivendo verdadeiramente o amor. Este amor foi alegremente declarado por Santa Teresinha do Menino Jesus, quando descobriu sua vocação, exclamando: “ó Jesus, meu amor... minha vocação, afinal eu a encontrei... minha vocação é o amor !”.



O Chamado à Oração



O desafio do Carmelita Secular é buscar a presença de Deus na oração, mesmo tendo uma vida ativa e ocupada no meio do mundo. Esta era a situação enfrentada pelos primeiros eremitas Carmelitas que migraram para a Europa. Estes homens viviam uma vida de oração na solidão e foram chamados para ser envolvidos em um ministério ativo. Oração e serviço são os companheiros mútuos de acordo com nossas tradições. A oração desenvolve de forma concreta uma fé que alcança generosamente os que estão ao nosso redor, enquanto este envolvimento com os outros gera frutos de amadurecimento e crescimento na oração. É uma tentativa de viver esta vida de oração no mundo agitado de hoje. Esta é a forma como a Igreja tem agido durante séculos.



Os Sacramentos da Igreja devem estar no centro do coração de um Carmelita Secular.



A Liturgia das Horas santifica o nosso dia e nos une à oração da Igreja. O leigo Carmelita deve ser fiel à oração litúrgica e às devoções marianas, especialmente o terço diário. Se possível, a Missa diária, como forma mais perfeita de crescimento espiritual.



Nos momentos livres de nossa vida diária, somos chamados pela Regra Carmelita a ler e escutar a Palavra de Deus, no intuito de edificar e trazer quietude ao nosso coração. Esta quietude e reflexão da Sagrada Escritura nos conduzem a uma oração contemplativa, aos moldes de Maria, nossa Mãe, que “guardava todas estas coisas e refletia em seu coração (Lc 2,19)”.



Através destes esforços, as Comunidades de Carmelitas Seculares tornar-se-ão modelos de comunidades orantes, dentro da Igreja.



Um Chamado para a Comunidade



A Ordem Carmelita oferece aos membros da Ordem Secular os meios necessários à vivência do Evangelho e a fidelidade aos compromissos assumidos no Batismo. Este chamado para a comunidade é evidenciado profundamente na Regra de Vida do Carmelo, escrita por Santo Alberto de Jerusalém, capítulos 7 a 11, que determina que os carmelitas vivam em comunidade, celebrem juntos a Eucaristia, freqüentemente se encontrem para encorajar um ao outro, tenham sempre um espírito de pobre e encontrem na oração contemplativa o caminho de um encontro profundo com o Senhor. Os membros da Ordem Secular devem dar testemunho de cristãos, sendo “um só coração e uma só mente, vivendo em comum, na partilha do pão e da oração (Atos 2, 42-47; 4, 32)”.



Este relacionamento mútuo de amor, no entanto, difícil de alcançar, fortalece os corações dos membros, num espírito de cooperação amorosa e ativa, para estabelecer o Reino de Deus, em um mundo freqüentemente secularizado e hostil. Este espírito de amor não deve se estender somente aos Carmelitas, mas a todos e, principalmente, aos pobres e marginalizados, num esforço de se estabelecer a paz e justiça neste mundo injusto e sem paz.



Viver como membro de uma Comunidade Carmelita, implica também, não negligenciar nos deveres; de acordo com seu estado de vida, pessoa casada ou solteira.



As Comunidades de Carmelitas Descalços Seculares devem ser testemunhas na comunidade, dentro da Igreja e no mundo.



O Chamado para o Ministério



Os Carmelitas Seculares, como todas as pessoas batizadas, são chamados a se envolver profundamente na missão da Igreja. Submersos no mundo como eles estão, deverão refletir um espírito cristão, nas suas famílias, no ambiente de trabalho, nas responsabilidades sociais, nas relações com outros e em todos os momentos do dia.



Eles encontrarão na pessoa de Elias inspiração e testemunho. Foi ele quem disse: “Eu me consumo de ardente zelo por Iahweh dos Exércitos” (I Reis 19, 10). Em luta com os falsos profetas de seu tempo, Elias proclamou o Reino de Deus e trabalhou arduamente para seu estabelecimento. Um Carmelita Secular no mesmo espírito de Elias é chamado a criticar os valores, ações, sistemas e metas que são hostis ao Evangelho.



Nossa Mãe Maria, é também um maravilhoso exemplo de Ministério, caminhando com Jesus em todos os momentos da sua vida, até mesmo ao pé da cruz.



O Ministério em nossos dias envolve um sacrifício de tempo, talento e dedicação por parte do indivíduo. Um Carmelita Secular aceita o sofrimento e estima o convite do Senhor de renunciar a si mesmo e levar sua cruz diariamente no seguimento do Senhor (Mc 8, 34).



Qualquer ministério exercido individualmente, ou pela comunidade, deve fluir de nossa herança Carmelita e deve provocar a santificação de nossas famílias, do nosso trabalho e da sociedade. Ou seja, os ministérios devem ser integrados com as outras áreas da vida de um Carmelita. Orar pelos outros é um ministério bastante válido, como é tão bem exemplificado e executado, na Ordem Carmelita Descalça, pelas monjas que vivem nas clausuras do mundo inteiro e sustentam o mundo com suas orações.



Devoção Mariana



Desde seu começo, toda a Família Carmelitana tem tido uma dedicação especial pela Santíssima Virgem Maria. Realmente, os Carmelitas, em todos os tempos, têm sido conhecidos como: “Irmãos e Irmãs de Nossa Senhora do Monte Carmelo”. Então, toda a Ordem Secular deverá honrar Nossa Senhora com especial amor e devoção. Ela é um modelo de tudo aquilo que nós desejamos e esperamos ser.



Os Carmelitas sempre se colocaram sob os cuidados maternos de Nossa Senhora, chamando-A de Mãe. A Ordem desfruta de Sua ajuda especial.



O Escapulário marrom é um sinal de sua proteção , é um símbolo também da vida interior da pessoa que tem devoção por Nossa Senhora .



A Ordem Carmelita Descalça Secular nos tempos atuais



A OCDS pertence ao “tronco” do Carmelo Descalço. Somos perfeita e plenamente unidos ao Frades Carmelitas Descalços e às Monjas Carmelitas Descalças. Cada uma desses grandes ramos, que na verdade formam uma única família, possui seu carisma próprio, seu “modo” de ser e de agir no mundo e na Igreja. Cada vez mais cresce no meio dos membros da OCDS a consciência de nossa grande responsabilidade eclesial, apostólica e missionária: sermos verdadeiros carmelitas, no espírito e carisma de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz, porém vivendo inseridos no mundo secular, na sociedade.



Para isso devemos estar muito bem preparados. Não é fácil, em nosso mundo secularizado, que esqueceu valores humanos e espirituais básicos, sermos legítimos carmelitas. Temos que nos “encher” do Carmelo para vivermos o carisma carmelitano em nossas vidas e famílias e, depois, levarmos esse carisma para o mundo. Falei que não é fácil, porém, não é impossível. Através da oração, da leitura e vivência da Palavra de Deus, de nossa união com a Igreja (sua doutrina, ensinamentos, sacramentos e missão), com o Carmelo Descalço (seu carisma e apostolado) e por meio de um consciente e generoso “sim” à causa do Reino de Deus, é possível ser um verdadeiro carmelita vivendo no mundo.



Assim é a OCDS: uma sociedade de fiéis leigos que se apaixonaram por Cristo através dessa “ótica” ensinada por nossos santos e santas: sermos plenamente dEle, de corpo e alma, amando-O com um amor puro e desprendido, cheios de zelo por Sua glória e desejosos de que todos O amem como Ele merece ser amado.

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