quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

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CATEQUESE

O que é Vocação:
Vocação é um termo derivado do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”. É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão.
Vocação é uma competência que estimula as pessoas para a prática de atividades  que estão associadas aos seus desejos de seguir determinado caminho.
Por extensão, vocação é um talento, uma aptidão natural, um pendor, uma capacidade específica para executar algo que vai lhe dar prazer.
Vocação religiosa
Vocação religiosa é um chamado de Deus para a prática religiosa, é louvar e servir a Deus e ao próximo. Ter vocação religiosa é estar disponível para se separar das coisas que são do mundo e que não são do agrado de Deus.
Religiosos são cristãos que querem dedicar sua vida a Deus e ais irmãos, e encontrar em Deus sua segurança, alegria e realização pessoal.
A vocação religiosa pode ser seguida por homens como também por mulheres, que ao sentirem o chamado de Deus, deixam tudo e colocam-se inteiramente a serviço dos irmãos mais necessitados. Essas mulheres buscam as congregações que mais se identificam e se preparam para serem irmãs ou freiras.
Vocação profissional
A vocação profissional é formada por um conjunto de aptidões naturais, como também interesses específicos do indivíduo que o direcionam na escolha de uma profissão. O teste vocacional é um instrumento que pode auxiliar as pessoas indecisas sobre qual carreira profissional deve seguir.

A palavra vocação (etimologicamente) deriva do verbo latino VOCARE que significa “chamar”. É a tradução do termo “vocatione” que quer dizer chamado, apelo, convite.
Na raiz está “vox”, “vocis”,”voz”. Vocação quer dizer chamado.
A vocação (teologicamente) é o chamado de Deus dirigido a toda pessoa humana, seja em particular, seja em grupo, em vista da realização de uma missão ou serviço em favor da comunidade. Vocação é o chamado do Pai por meio de Jesus Cristo na força dinamizadora do Espírito Santo.
– Vocação é o chamado de Deus que tem como finalidade a realização plena da pessoa humana.
– É um gesto gracioso de Deus que visa a plena humanização do Homem.
– É dom, é graça, é eleição cuidadosa, visando a construção do Reino de Deus.
– É um chamado para fazer algo, para cumprir uma missão.
– Toda pessoa é vocacionada, é eleita por Deus.
– Deus elege por causa de alguns (comunidade) e esta eleição se manifesta no nosso dia a dia. A mensagem do Evangelho à um convite contínuo a seguir Jesus Cristo: Vem e segue-me.
(Mt 9,9 ; Mc 8,34; Lc 18,22; Jo 8,12).
Vem-chamado: é um convite pessoal dirigido por Deus a uma pessoa.
Segue-me – Missão: é o seguimento da prática de Jesus.
É uma iniciativa gratuita, proposta que parte de Deus (dimensão teológica). Impulso interior de cada pessoa onde conscientemente responde ao plano de amor de Deus (dimensão antropológica).
Como Deus chama?
– Pessoalmente e pelo nome.
– Pelos valores que nos atraem.
– Pela Comunidade.
– Pelas necessidades da Igreja e do mundo.

A vocação sacerdotal
Jesus chamou para Apóstolos “aqueles que Ele quis”, depois de passar a noite em oração. A Igreja viu nisso o chamado ao sacerdócio. É Jesus quem chama o jovem à vida sacerdotal, que não é fácil, que exige muitas renúncias, para ser todo de Deus, a serviço do Reino de Deus, para a edificação da Igreja e a salvação das almas.
A palavra vocação vem do latim vocare=chamar. Deus põe no coração do jovem este desejo de servi-lo radicalmente, indiviso, “full time” como diz o inglês.
Para discernir este chamado divino o jovem precisa, sem dúvida, de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para ajudá-lo. Penso que alguns sinais que indicam que um jovem tem vocação ao sacerdócio sejam esses:
– Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus, sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus. Abraçar o celibato com gosto, oferecendo a Deus a renúncia de não ter uma esposa, filhos, netos, casa, etc. Jesus disse que receberá o cêntuplo.
– Desejar trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a “sua” vida. Entregar a vida totalmente nas mãos de Deus. Ter o desejo de viver mergulhado em Deus.
– Gostar de rezar, de estar com Deus, de meditar sua Palavra, participar da Liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal; o demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote, aquele que lhes arrebata as almas.
– Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra; ser submisso aos ensinamentos do Magistério da Igreja. Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja, dirigido pelo Papa. Viver o que diziam os santos Padres: “sentire cum Ecclesia”, ou seja, sentir com a Igreja.
– Amar o Papa, os Bispos, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos, os Sacramentos, a Liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica. Desejar estudar teologia, filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Gostar de fazer meditações, retiros espirituais e uma busca permanente de santidade.
– Almejar viver como Cristo; ser “alter Christus”, um outro Cristo na Terra.
– Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na obediência irrestrita aos superiores, aberto a todos por um diálogo franco. Ser tudo para todos.
– Estar disposto a obedecer sempre o seu Bispo ou seu Superior a vida toda, qualquer que seja  decisão dele sobre você.
– Estar disposto a dar até a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo.
Talvez eu tenha sido um pouco exigente; mas para aquele que deseja ser um Sacerdote do Deus Altíssimo, creio que não se pode pedir menos do que isso.  A propósito, lembro a frase de Dom Bosco: “Não há maior graça para uma família do que um filho sacerdote”. Quem opta pela vida sacerdotal deve se entregar de corpo e alma a ela; não pode ser mais ou menos sacerdote, seria uma frustração para a pessoa e para Deus.
 Prof. Felipe Aquino
A vocação à vida consagrada
Os desafios e comprometimentos da vida consagrada

A vida consagrada diz respeito a toda a Igreja; não é uma realidade isolada e marginal. A vida religiosa está colocada no próprio coração da Igreja. Ela é um elemento decisivo para a sua missão, já que exprime a íntima natureza da vocação cristã e a tensão da Igreja-Esposa para a união com o único Esposo. A vida consagrada faz parte da vida, santidade e missão da Igreja.
A profissão dos conselhos evangélicos coloca os consagrados como sinal e profecia para a comunidade dos irmãos e irmãs e para o mundo.
O profetismo
A missão profética da vida consagrada vê-se provocada por três desafios principais lançados à própria Igreja, e esses desafios tocam diretamente os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, estimulando a Igreja, e de modo particular as pessoas consagradas, a pôr em evidência e testemunhar o seu significado antropológico profundo.
Configurar-se a Cristo
Na verdade, a opção por esses conselhos, longe de constituir um empobrecimento de valores autenticamente humanos, revela-se antes como uma transfiguração destes. A profissão de castidade, pobreza e obediência torna-se uma admoestação a que não se subestimem as feridas causadas pelo pecado original, e, embora afirmando o valor dos bens criados, relativiza-os pelo simples fato de apontar Deus como o bem absoluto.
Vocação fecunda
Ainda ecoam fortes as admoestações recentes do Papa Francisco aos religiosos e religiosas acerca da sua missão no mundo. “Desculpem-me se falo assim, mas é importante esta maternidade da vida consagrada, esta fecundidade! Que esta alegria da fecundidade espiritual anime vossa existência, e sejam mães como a figura da Mãe Maria e da Mãe Igreja”, afirmou. “Mas, por favor, (que seja) uma castidade fecunda, uma castidade que gere filhos espirituais na Igreja. A consagrada é mãe, deve ser mãe, não uma ‘solteirona’, acrescentou.
O Ressuscitado nos impulsiona
Sim, o Papa Francisco nos anima a sermos fecundos na missão, no anúncio, no testemunho do Evangelho. Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse: “Não tenham medo” (Mt 28,5). Como às mulheres na manhã da Ressurreição, nos é repetido: “Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Os sinais da vitória de Cristo Ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda.
Marcados pelo amor
O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, os sofrimentos pelos quais passamos, as incompreensões que muitas vezes são impostas em nossas caminhadas, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo, pela unção do Espírito Santo. Esta prioridade fundamental é a que tem presidido todos os nossos trabalhos que oferecemos a Deus, à nossa Igreja, a nosso povo, a cada um dos homens e mulheres a quem somos enviados, enquanto elevamos ao Espírito Santo nossa súplica para que redescubramos a beleza e a alegria de ser cristãos.
Todos chamados a missão
Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam à vocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo, o Redentor. Não temos outro tesouro a não ser este.
O serviço
Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço, querido religioso, querida religiosa, a quem quero agradecer o seu delicado e dedicado serviço, Deus seja louvado! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações.

Vocação Leiga

"Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como certo; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a tua infância conheces as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de comunicar-te a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus". (2Tm 3,14-15) 

O leigo, com suas experiências de participação nos problemas, desafios e urgências do mundo, está sempre trazendo para a Igreja os anseios e as esperanças da humanidade de seu tempo e, ao mesmo tempo, enriquecendo o mundo com as sabedorias da Boa-Nova de Cristo que traz em si. 

O leigo não desempenha uma atividade específica, ele pode atuar no mundo da política, da educação, dos meios de comunicação, da economia, da cultura, das ciências, das artes, da realidade internacional, entre outros. Sua tarefa é transformar tudo isso conforme o projeto de Jesus Cristo, auxiliando na construção do Reino de Deus e criando fraternidade. 

Além de ser esta presença ativa no mundo, o Espírito Santo distribui entre os leigos dons e carismas para servirem mais diretamente a comunidade eclesial, através dos ministérios. Ex: catequese, liturgia, ministério da Eucaristia, da palavra, do canto, da saúde, da promoção social, entre outros.

Vocação para o Matrimônio
O termo “b>vocação” vem da língua latina, e se traduz por “chamado”. Esse termo é usado em diversos sentidos, pois seu significado se abre como as muitas e diferentes palhetas de um belo leque.
Em sentido amplo, pode-se falar em “vocação para o matrimônio”, para a “paternidade” ou para a “maternidade”. Estas são vocações implícitas na própria natureza criada. Pelo fato de alguém ser criado “homem”, em sua natureza está “embutido” o chamado ao matrimônio e à paternidade. Da mesma forma, aquela que é gerada “mulher” traz em si mesma a vocação ao matrimônio e à maternidade. As exceções são muito raras, e quase sempre determinadas por algum tipo de problema pessoal.
É preciso afirmar de imediato que aqueles que são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada, quer masculina quer feminina, trazem, sim, em sua natureza, essa vocação ao matrimônio, à paternidade e à maternidade. Se estes todos assumem o celibato, não é por falta da vocação ao matrimônio, mas sim por uma “opção positiva” diante do chamado de Jesus para uma vida celibatária. Estes todos podem afirmar: “Eu não renunciei ao matrimônio!… Eu aceitei o convite de Jesus, e optei, e escolhi livre, voluntária e positivamente viver esse tipo de vida para o qual Ele me chamou!
Na verdade, a família é tão importante para o ser humano, que o matrimônio, a paternidade e a maternidade deveriam ser sempre assumidos “como uma vocação personalizada” do Pai celeste. O conhecimento da responsabilidade, da importância e da grandeza de formar um lar deveria ser tão profundo que induzisse os jovens a se prepararem para o matrimônio com todo cuidado, esmero e honestidade. Aliás, deveria ser exatamente com a mesma seriedade como um jovem se prepara para o sacerdócio, ou uma jovem se prepara para a vida consagrada.
Para os jovens poderem se preparar muito bem para o matrimônio, precisam possuir um conhecimento claro e profundo do “projeto divino da procriação humana”. Esse conhecimento lhes mostrará o verdadeiro significado do “masculino e do feminino”, da “genitalidade” masculina e feminina, do sentido da “mútua atração” entre o homem e a mulher, do significado do namoro, do noivado e do casamento, bem como da importância de formar um lar que seja “ninho de amor”, para a realização e felicidade do casal e dos filhos


COMENTÁRIO DO MÊS

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
 A belíssima Basílica de Santa Maria Maior, também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana, é uma das basílicas papais. Nas extremidades da rua Merulana é possível vislumbrar duas das basílicas papais, a saber: Santa Maria Maior e São João de Latrão.
Construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto da Santa Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade fora declarado pelo Concílio de Éfeso (431).
Ao solicitar a construção desta igreja, o Papa solicitou que fosse grande e majestosa, e é pela grandiosidade desta igreja é que a ela deu-se o nome pelo qual é conhecida: Basílica de Santa Maria Maior.
Nesta igreja foi realizado o primeiro presépio sobre o qual se tem conhecimento, por isso ficou também conhecida como “Basílica de Santa Maria do Presépio”. Aqui encontram-se os primeiros e mais belos mosaicos alusivos à Virgem. É indizível a beleza desta basílica e é de fato, um dos maiores e mais belos santuários da cristandade.
A festa litúrgica da “Dedicação de Santa Maria Maior” que acontece no dia 5 de agosto passou a constar no calendário litúrgico a partir do ano de 1568.
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VIRGEM MARIA
Assunção de Nossa Senhora ao céu
 Dogma da Assunção da Virgem Santíssima foi proclamado, solenemente, pelo Papa Pio XII
A Sagrada Tradição da Igreja ensina que Nossa Senhora foi elevada ao céu de corpo e alma, após sua morte. No entanto, as particularidades da “morte” da Virgem Maria não são conhecidas. Santo Epifânio, bispo de Salamina de Chipre, compôs, nos anos de 374-377, o livro sobre as heresias, no qual escreve:
“Ou a santa Virgem morreu e foi sepultada e seguiu-se depois sua Assunção na glória, ou sem fim verificou-se em plena e ilibada pureza, adornando a coroa de sua virgindade…” (MS, p. 267).
O Dogma da Assunção da Virgem Santíssima foi proclamado, solenemente, pelo Papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950 e sua festa é celebrada no dia 15 de agosto. Grande júbilo e alegria pairou sobre todo o mundo católico naquela data, especialmente para os filhos de Maria. Quando o Papa o decretou por meio da Constituição Apostólica Munificientissimus Deus foi uma verdadeira apoteose, tanto na Praça de São Pedro em Roma, como nas outras cidades do mundo católico. Nesse documento disse o Papa: “Cristo, com Sua morte, venceu o pecado e a morte e sobre esta e sobre aquele alcançará também vitória pelos merecimentos de Cristo quem for regenerado sobrenaturalmente pelo batismo. Mas por lei natural Deus não quer conceder aos justos o completo efeito dessa vitória sobre a morte, senão quando chegar o fim dos tempos. Por isso os corpos dos justos se dissolvem depois da morte, e somente no último dia tornarão a unir-se, cada um com sua própria alma gloriosa. Mas desta lei geral Deus quis excetuar a Bem-Aventurada Virgem Maria. Ela, por um privilégio todo singular venceu o pecado; por sua Imaculada Conceição, não estando por isso sujeita à lei natural de ficar na corrupção do sepulcro, não foi preciso que esperasse até o fim do mundo para obter a ressurreição do corpo”.
E, assim, na Praça de São Pedro, em Roma, diante do pórtico de São Pedro, circundado por 36 Cardeais, 555 Patriarcas, Arcebispos e Bispos e sacerdotes, e perante cerca de um milhão de fiéis, o Papa proclamava solenemente:
“Depois de haver mais uma vez elevado a Deus nossas súplicas e invocado as luzes do Espírito Santo, a glória de Deus Onipotente, que derramou sobre a Virgem Maria Sua especial benevolência, em honra de Seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte, para maior glória de Sua augusta Mãe e para a alegria e exultação de toda a santa Igreja, e pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma de fé revelado por Deus que: a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma” (MS, p. 282).
O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Marialis Cultus, resume a importância desse dogma numa expressão cheia de densidade:
A solenidade de 15 de agosto celebra a gloriosa Assunção de Maria ao céu: festa de seu destino de plenitude e de bem-aventurança, glorificação de sua alma imaculada e de seu corpo virginal, de sua perfeita configuração com Cristo ressuscitado” (MC, n. 6).
Assim, Maria participa da ressurreição e glorificação de Cristo. É preciso lembrar, aqui, que somente Jesus e Maria subiram ao céu, de corpo e alma. Os santos estão lá apenas com suas almas, pois os corpos estão na terra, aguardando a ressurreição do último dia. Maria, ao contrário, foi elevada ao céu também com seu corpo já ressuscitado. É uma grande glória dela.
A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, em uma Instrução de 17-05-1979, deixou bem claro:
“A Igreja, ao expor a sorte do homem após a morte, exclui qualquer explicação que tire o sentido à Assunção de Nossa Senhora naquilo que ela tem de único, ou seja, o fato de ser a glorificação corporal da Virgem Santíssima uma antecipação da glorificação que está destinada a todos os outros eleitos” (n. 6).
Quais os motivos da Assunção de Nossa Senhora?
1 – Como Maria não esteve sujeita ao poder do pecado para poder ser a Mãe de Deus, também não podia ficar sob o império da morte; pois, como disse São Paulo, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Assim, Maria não experimentou a corrupção da carne mas foi glorificada em sua alma e seu corpo.
2 – A carne de Jesus e a de Maria são a mesma carne. Portanto a carne de Maria devia ter a mesma glória que teve a de seu Filho.
São João de Damasco no ano 749 escreve:
“Era necessário que aquela que no parto havia conservado ilesa sua virgindade conservasse também sem corrupção alguma seu corpo depois da morte. Era preciso que aquela que havia trazido no seio o Criador feito menino habitasse nos tabernáculos divinos. Era necessário que aquela que tinha visto o Filho sobre a Cruz, recebendo no coração aquela espada das dores das quais fora imune ao dá-Lo à luz, O contemplasse sentado à direita do Pai. Era necessário que a Mãe de Deus possuísse aquilo que pertence ao Filho e fosse honrada por todas as criaturas como Mãe de Deus”.
E assim também se exprime São Germano, patriarca de Constantinopla, falecido em 735, e outros santos (MS, pp. 272 e 273).
A festa do Trânsito de Maria, que honrava sua morte, passou gradualmente a comemorar sua Assunção corporal ao céu. No sacramentário enviado pelo Papa Adriano I ao Imperador Carlos Magno (768-814), que introduziu o Cristianismo em todo o vasto império franco, está escrito:
“Digna de honra é para nós, Senhor, a festividade deste dia em que a Beata Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus, sofreu a morte temporal mas não pôde ser retida pelos inexoráveis laços, porque ela deu à luz o seu Filho, nosso Senhor, que tomou sua carne” (MS, p. 273). No Sínodo de Mainz, no ano 813, Carlos Magno introduziu a festa da Assunção de Maria ao Céu, depois de haver obtido autorização de Roma.
Foi São Gregório de Tours, falecido em 596, o primeiro a proclamar a Assunção corpórea de Maria ao Céu. Um século mais tarde, Santo Ildefonso de Toledo afirmou: “Não devemos esquecer que muitos consideram que ela [Maria] foi neste dia levada corporalmente ao céu por Nosso Senhor Jesus Cristo” (MS, p. 274).
Muitos santos perguntavam se o melhor dos Filhos poderia recusar à melhor das Mães à participação em sua ressurreição e o glorioso domínio à direita do Pai? Para eles sua dignidade de Mãe de Deus exige a Assunção.
Para Santo Irineu, do século II, como a nova Eva, Maria participou da sorte do novo Adão, Jesus Cristo, ressuscitou depois da morte, e seu corpo não experimentou a corrupção (MS, p. 277).
Como Maria não teve na alma a mancha do pecado original, ficou isenta da dura sentença dada aos demais: “Es pó e em pó hás de tornar” (Gn 3,19). A nós que herdamos o pecado original, é preciso voltar ao pó da terra de onde saímos, para que na ressurreição do último dia, o Senhor nos refaça sem as seqüelas do mal.
A rica Tradição da Igreja reconheceu desde os primeiros séculos a gloriosa Assunção de Nossa Senhora. Dela dão testemunho S. João Damasceno, São João Crisóstomo, S. Tomás de Aquino, S. Boaventura, S. Anselmo, São Bernardo e outros luminares e teólogos famosos. Além disso, a Sagrada Liturgia sempre confirmou a verdade desse dogma, tanto nos antigos missais como nos sacramentários, hinos e saudações à subida da Rainha ao céu. Além disso, nunca, em Igreja nenhuma da terra, se venerou uma relíquia do corpo de Maria Santíssima, mostrando com isto uma convicção certa e inabalável de que Ela está no céu.
Contudo, a razão mais forte da Assunção de Nossa Senhora está no fato de ela ser a Mãe do Senhor. Como disse o frei Francisco de Monte Alverne:
“Consentiria o meigo Jesus de Nazaré que sua morada puríssima, o céu esplêndido onde por nove meses repousaria, a estátua viva esculpida pelo próprio Criador, ficasse nessa terra de exílio? Porventura o Rei dos Exércitos esperaria o fim dos tempos para que a corte celeste prestasse homenagens reais à sua Mãe. Não, pois era mister que a humanidade reconhecesse quanto era considerada uma mãe tão extremosa” (nota 22 e Tm p. 314).
A glória da Assunção de Nossa Senhora ao céu é, para nós que ainda vivemos neste vale de lágrimas, a certeza de que o céu existe e é nosso destino.
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Nossa Senhora Rainha - Mãe da Igreja
Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação
Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: “Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar”.
Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).
Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus” (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: “Salve Rainha” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam(à Rainha do Céu): “A Jesus por Maria. Não há outro caminho”.
Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!
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Santa Rosa de Lima, primeira santa da América do Sul
Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, na oração, na penitência e na caridade para com todos
Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: “Você é bonita como uma rosa!”.
Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência”.
A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: “O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto”.
Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: “Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco”.
Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós

PAPOABERTO

Aqui retrataremos sobre vários assuntos sempre de maneira objetiva e direta, e vocês podem deixar sugestões. 
A verdadeira vocação se conhece através de sinais exteriores e motivações interiores que ajudam o vocacionado a conhecer-se melhor e sobre os quais a Igreja se pronuncia.
O candidato ao sacerdócio e à vida religiosa deve possuir um mínimo de condições que dêem garantia de uma aptidão básica ao desempenho das responsabilidades assumidas e de fidelidade e perseverança. «Aqueles que Deus escolhe em vista de alguma missão, os prepara e os dispõe para que sejam idôneos àquilo para o qual foram escolhidos» (Santo Tomás). A maturidade psicológica que oferece essas garantias pode ser descrita como o desenvolvimento equilibrado dos principais aspectos da personalidade, tais como emocional, sexual, social, intelectual, moral. O que significa tudo isso?
O equilíbrio é uma realidade dinâmica, e, portanto, não é conseguido de uma vez para sempre, nem é jamais possuído como conquista definitiva. Trata-se de viver de maneira harmoniosa. Por isso, mais do que falar de um estado ideal de equilíbrio, deve-se falar das condições – e comprová-las – que tornam o indivíduo potencialmente capaz de conseguir o equilíbrio e continuar mantendo-o.
Equilíbrio emocional
capacidade de expressar emoções de forma construtiva;
capacidade de enfrentar problemas e conflitos sem fuga;
capacidade de manter um padrão de comportamento relativamente uniforme, sem reações imprevisíveis, e não deixar o juízo ser dominado pela emoção;
capacidade de refletir e não só sentir;
capacidade de aceitar-se.
Equilíbrio afetivo e sexual
aceitação normal da própria identidade sexual;
interesse normal por pessoas de outro sexo;
aceitação do celibato como expressão de entrega total.
Maturidade social
não depender das opiniões dos outros e das modas do momento;
esforço para ser sincero e autêntico;
relações sociais estáveis, sem dificuldades freqüentes;
interesse pela cooperação e atividade em grupo.
Maturidade intelectual e moral
um grau suficiente de inteligência (proporcional à tarefa que o chamado é chamado a desempenhar – mestre no Povo de Deus;
Não basta ser inteligente, precisa também saber dedicar-se ao estudo para frutificar os talentos recebidos;
desejo de perceber o sentido das ações (não fazer por fazer);
poucos interesses, mas estáveis;
consciência crítica, não ingênua;
conduta dependente de princípios morais e de um ideal;
conduta baseada sobre a consciência pessoal da responsabilidade e do dever.
Além disso, pede-se um mínimo de saúde física.
Capacidade de viver em comunidade: receber e contribuir.
Dotes espirituais: Sentido de Deus (valor supremo e dominante da vida - Deus).
Inclinação à oração e espírito sobrenatural.
Espírito de sacrifício (capacidade de renúncia - contra mentalidade burguesa, de conforto atual)
Sentido de Igreja e espírito de obediência
Zelo apostólico.
Não podemos esquecer que na busca da própria vocação se torna necessário a presença de um sacerdote ao qual o vocacionado abre sua alma com simplicidade e grande confiança


VAMOSPENSAR?

" Mensagens para Reflexão !" (http://migre.me/3fb42 )
"Salmo, 50"
1.Ao mestre de canto. Salmo de Davi,
2.quando o profeta Natã foi encontrá-lo, após o pecado com Betsabé.
3.Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.
4.Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado.
5.Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado.
6.Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. 7.Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado. 8.Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.
9.Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.
10.Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.
11.Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.
12.Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.
13.De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito.
14.Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.
15.Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.
16.Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará. 17.Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores.
18.Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis.
19.Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. 20.Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém.

21.Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas" 

FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA/ATITUDES/COTIDIANA



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FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA /DE ATITUDES / COTIDIANA.


A Espiritualidade de Santo Afonso
 Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápolis em 1696. Em 1732 este grande santo e Doutor da Igreja fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como a Congregação Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Ele era um homem


extraordinário: advogado, músico, pintor, poeta, escritor, teólogo, moralista e apologista. Escreveu 120 obras sobre tópicos como: espiritualidade, teologia moral, meditações, retiros, sermões etc. que foram traduzidas em 86 línguas. Estudou Ciências Jurídicas e até 1723 exerceu a profissão de advogado, sem deixar de lado uma visão de séria piedade. O jovem advogado sofreu um revés que lhe marcou a vida, perdendo uma causa que o abalou profundamente. Resolveu então trocar as lides do foro pelo serviço à Igreja. Considerando todos os diferentes tipos de trabalhos que Santo Afonso fez para o Reino de Deus, pode parecer precipitado tentar estabelecer sua maior realização. Entretanto, talvez entre as maiores  delas tenha sido sua habilidade em pregar o Evangelho e explicar a espiritualidade católica de maneira que as pessoas simples pudessem prontamente entender. Embora seja impossível resumir num artigo todos os ensinamentos de Santo Afonso, os itens seguintes são essenciais ao entendimento do que é freqüentemente chamado de “espiritualidade afonsiana”: a) Nosso chamado à santidade. Afonso ensinou que “Deus quer que todos se tornem santos, cada um em sua ocupação; o religioso exatamente como religioso, o secular como um secular, o padre como um padre, o casado como uma pessoa casada, o comerciante como um comerciante, e as outras pessoas de acordo como caminham na vida”; b) Afonso enfatizou o amor de Deus por nós e nosso amor por Jesus. Ele tentou de diversas maneiras fazer com que as pessoas compreendessem o quanto Deus as ama. Com ênfase particular, ele escreveu sobre “os três grandes sinais”: a manjedoura, a cruz e o tabernáculo.  É digno notar que Afonso escreveu dois livros inteiros para cada um  destes grandes mistérios cristãos; c) De todos os mistérios cristãos, a Paixão e morte de Jesus Cristo foi o que tocou Afonso mais profundamente. O fato de o Pai ter enviado Jesus, seu Filho amado, para sofrer e morrer pelos nossos pecados era um sinal de “amor inacreditável”. Sua preocupação com a Paixão não era um interesse mórbido em sofrimento, sangue e morte etc., mas sim uma realização vivida do significado existencial da Cruz, passado, presente e futuro, na parcimônia da vontade de salvação de Deus; d) Afonso afirmou em um dos livros que “a total santidade e perfeição de uma pessoa consiste em amar Jesus Cristo, nosso Deus e nosso Redentor”. O verdadeiro teste de nosso amor é nossa aceitação da vontade divina manifestada na Sagrada Escritura e na Igreja, guiada pelo Espírito Santo que ensina questões de fé e moral com a autoridade do próprio Jesus; e) Uma palavra sempre presente nos escritos espirituais de Santo Afonso é a palavra italiana “distacco”. É difícil traduzir esta palavra para o Português. Normalmente é traduzida como desprendimento. Afonso sabia claramente que o maior inimigo do verdadeiro amor de Deus era o falso amor do ego. Condenou o egocentrismo afirmando que “muitas pessoas fazem da vida espiritual uma profissão, mas são adoradores de si mesmos”. “Distacco” é o esforço consciente do cristão para dominar a praga do egocentrismo; f) Santo Afonso enfatizou a importância dos nossos atos de mortificação citando o Evangelho: “Quem procurar a sua vida, há de perdê-la; e quem perder a sua vida por amor de mim, há de encontrá-la” (Mt 10, 39). Ele gostava de fazer uma distinção entre a mortificação externa e interna. A mortificação externa refere-se à disciplina dos sentidos, tais como o jejum, a abstinência, o controle das palavras etc. A mortificação interna refere-se à disciplina e ao esforço para superar determinadas paixões, por exemplo, certos ressentimentos, aversões, curiosidades e apegos perigosos; g) Santo Afonso é descrito como “Doutor da Oração”. Ele escreveu vários livros inteiramente dedicados à oração. Ele dizia que orar era possível a qualquer pessoa. Nossa oração deve ser uma simples conversa com Deus que é nosso melhor amigo. Devemos falar sobre nossas alegrias e tristezas, sobre nossas necessidades e agradecer tudo de bom que Deus nos deu. Afonso sempre citava as palavras de Jesus quando falou sobre oração: “Pedi e será dado; buscai e acharei; batei e será aberto” (Mt 7,7). Para Santo Afonso os santos tornaram-se santos porque oravam; h) De modo especial Afonso insistia para que rezássemos a Maria, nossa Mãe abençoada. Ele escreveu um tratado completo (As Glórias de Maria) sobre o papel de Maria no plano de salvação de Deus. Ela, segundo Afonso, deveria ser nosso modelo na vida cristã; i) Afonso também enfatizava a meditação freqüente, isto é, a reflexão interior e a resposta à Palavra de Deus. j) Santo Afonso insistia na devoção à Eucaristia. A grande oração de louvor e agradecimento é a celebração do sacrifício e sacramento da Eucaristia. Encorajou católicos a assistir a Missa todo dia, para honrar e glorificar a Deus, para agradecê-lo por todas as graças e benefícios recebidos, para pedir perdão por nossos pecados e para adquirir as graças de que necessitamos.  Vários outros temas da espiritualidade de Santo Afonso valem a pena serem considerados como, por exemplo, a importância de visitas diárias ao Santíssimo, mas estes já mencionados são suficientes para este breve artigo. Aos 66 anos, mesmo sofrendo gravemente de artrite, aceitou o desejo do Papa para que fosse consagrado  bispo e servisse a diocese de Santa  Ágata. Ele habilmente administrou essa diocese por treze anos. Morreu santamente entre seus companheiros redentoristas em primeiro de agosto de 1787 com 91 anos de idade. Foi canonizado em 26 de maio de 1839. Declarado Doutor da Igreja em 23 de março de 1871. Proclamado patrono dos confessores e moralistas em 26 de abril de 1950. Sua festa é celebrada no 1º. de agosto cada ano.