quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

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CATEQUESE

8 de Dezembro.
Imaculada Conceição de Maria
(Festa e dia santo de guarda)
Em 1854, com a convicção da pureza completa da Mãe de Deus, e atendendo aos anseios mais profundos de toda a Igreja, o Papa Pio IX proclamou como dogma de fé a Imaculada Conceição de Maria através da bula "Ineffabilis Deus".
 Quase desde o seu nascimento, o Brasil vive sob o manto e o patrocínio de Maria Imaculada. Nossa Pátria, filha e de certa forma obra prima de Portugal, desde 1646 estava consagrada à Imaculada Conceição, pois naquele ano o Rei D. João IV, reunido com as Cortes gerais do Reino, consagrou Portugal e todos os seus domínios a Nossa Senhora da Conceição.
À mesma Padroeira Imaculada – sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida – o Brasil se quis devotar desde seus primórdios de nação plenamente emancipada. Em 1904, a Imagem da Aparecida foi solenemente coroada, por mandado do Papa São Pio X, com uma coroa de ouro cravejada de 40 brilhantes que lhe fora oferecida pela Princesa Isabel.
E em 1930, atendendo a uma solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Principal do Brasil.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro de nós e que não devemos renunciar sob nenhuma hipótese.
A festa da Imaculada Conceição não existia, oficialmente, no calendário da Igreja. Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. Quem esclareceu sobre o tema foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia chamado bem-aventurado João Duns Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de são Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.
 Transcorrido mais um longo período, a festa foi incluída no calendário romano em 1476. No concílio de Trento em 1570, foi confirmada e formalizada pelo papa São Pio V, na publicação do novo ofício, e, finalmente, no século XVIII, o papa Clemente XI tornou-a obrigatória a toda a cristandade.
 Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram as prodigiosas confirmações dessa verdade, do dogma. De fato, Maria proclamou-se, explicitamente, com a prova de incontáveis milagres: "Eu sou a Imaculada Conceição".
 Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. No seu projeto de redenção da humanidade, manteve a Mãe de Deus, cheia de graça, ainda no ventre materno. Assim, toda a obra veio da gratuidade de Deus misericordioso. Foi Deus que concedeu a ela o mérito de participar do seu projeto. Permitiu que nascesse de pais pecadores, mas, por preservação divina, permanecesse puríssima.
 Maria, então, foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor, que é o pecado original. Em vista disso, a Imaculada Conceição foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus, por mérito do seu Filho, e que se manifestou na morte e na Ressurreição de Cristo, para redenção da humanidade que crê e segue seus ensinamentos.
 Hoje, não comemoramos a memória de um santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a rainha de todos os santos, a Mãe de Deus.
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14 de Dezembro
SÃO JOÃO DA CRUZ,
CONFESSOR E DOUTOR DA IGREJA
(+ Ubeda, Espanha, 1591).
  
         Colaborador de Santa Teresa d' Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre da Mís­tica. Dele diz o Martirológio Ro­mano-Monástico: "seu zelo e o sucesso de seus esforços causa­ram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da noite escura, até à experiência mística do nada do homem diante da Majestade Divina".
 Assim o seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na província de Ávila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Na infância, ficou órfão de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma família Nobre e tradicional de Toledo-Espanha. Mas, devido ao casamento, foi deserdado da herança. A jovem, Catarina Alvarez, sua mãe, era de família pobre, considerada de classe "inferior". Assim, com a morte do marido, obrigou-se a trabalhar para sobreviver, migrou para Medina, com os filhos.
 Naquela cidade, João tentou vários afazeres. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gramática à noite num colégio jesuíta. Nesse período, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos.
Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar os estudos de filosofia e teologia. Mesmo aplicando-se somente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, aixiliando-os como enfermeiro.
 Ordenado sacerdote aos vinte e cinco anos, mudou o nome. Na época, pensou em procurar uma Ordem mais austera e rígida, por achar a Ordem Carmelita muito suave. Assim a futura santa Tereza de Ávila cruzou seu caminho. Com autorização para promover, na Espanha, a fundação de conventos reformados, possuía também autorização dos superiores gerais para fazer o mesmo com conventos masculinos. Tamanho era seu entusiasmo que atraiu o sacerdote João da Cruz para esse trabalho. Ao invés de sair da Ordem, passou a trabalhar em sua reforma, recuperando os princípios e a disciplina.
 João da Cruz dedicou-se na formação dos noviços, assumindo o cargo de reitor de uma casa de formação e estudos, reformando, assim, vários conventos. Reformar uma Ordem, porém, o trabalho é mais árduo que fundá-la, e João enfrentou dificuldades e sofrimentos, para muitos, insuportáveis. Chegou a ser preso por nove meses num convento que se opunha à reforma. Os escritos sobre sua vida dão conta de que abraçou a cruz dos sofrimentos e contrariedades com prazer, o que é só compreensível aos santos. Aliás, esse foi o aspecto da personalidade de João da Cruz que mais se destacou no fim de sua vida.
 Dizem que ele pedia, insistentemente, três coisas a Deus. Primeiro, dar-lhe forças para trabalhar e sofrer muito. Segundo, não deixá-lo sair desse mundo como superior de uma Ordem ou comunidade. Terceiro, e mais surpreendente, que o deixasse morrer desprezado e humilhado pelos seres humanos. Para ele, fazia parte de sua religiosidade mística enfrentar os sofrimentos da Paixão de Jesus, pois lhe proporcionava êxtases e visões. Seu misticismo era a inspiração para seus escritos, que foram muitos e o colocam ao lado de santa Tereza de Ávila, outra grande mística do seu tempo. Assim, foi atendido nos três pedidos.
 Pouco antes de sua morte, João da Cruz teve graves dissabores por causa das incompreensões e calúnias. Foi exonerado de todos os cargos da comunidade, passando os últimos meses na solidão e no abandono.
Assim a morte chegou com uma penosa doença, em 14 de dezembro de 1591, com apenas quarenta e nove anos de idade, no Convento de Ubeda, Espanha.
 Deixou como legado sua volumosa obra escrita, de importante valor humanístico e teológico. E sua relevante e incansável participação como reformador da Ordem Carmelita Descalça.
Foi canonizado em 1726 e teve sua festa marcada para o dia de sua morte.
São João da Cruz foi proclamado doutor da Igreja em 1926, pelo papa Pio XI.
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25 de Dezembro
Natal - Nascimento de Jesus
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória..." (Jo 1,14).
 DEUS feito Homem marca o início dos "últimos tempos", isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história.
 O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.
 Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.
Por isso José foi de Nazaré, na Galiléia, para a região da Judéia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.
Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse:
- Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura.
No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo: - Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!  (Lc 2,1-14)
 Havia trevas por toda a parte da terra, e na obscuridade dessas trevas se acendeu a Luz. Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram: a idolatria dos gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo inteiro à prepotência do império Romano.
 Foi na mais profunda escravidão dessas trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz. Qual a missão da luz? Evidentemente, dissipar as trevas. De fato, aos poucos, foram elas cedendo. E, na ordem das realidades visíveis, a vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que, expulsou as trevas graças ao exemplo de vida e aos ensinamentos de DEUS feito Homem.
  Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor a DEUS por vir resgatar-nos das trevas. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.

COMENTÁRIO DO MÊS

6 de Dezembro.
São Nicolau
(de Mira e de Bari)
(+ Ásia Menor, 324)
 
Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. É um dos Santo mais popular da Igreja. É o padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.
 Filho da Nobreza, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250.
A tradição diz que os pais de Nicolau, muito ricos e extremamente religiosos. Nicolau era uma criança com inclinação à virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno, ou seja, já praticava jejum voluntário. Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades, preferindo freqüentar a igreja. Costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres.
 Mais tarde, quando já era bispo, um pai, não tendo o dinheiro para constituir o dote de suas três filhas e poder bem casá-las, havia decidido mandá-las à prostituição. Nicolau tomou conhecimento dessa intenção, encheu três saquinhos com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes a pureza. Durante três noites seguidas, foi à porta da casa daquele pai, onde deixava o dote para uma delas como presente. Desse fato veio a sua fama de dar presentes para salvar as almas das ciladas do demônio.
 Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Mais adiante, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado.
 Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325, no qual foi condenada a heresia ariana. Na abertura desse concílio, o imperador Constantino ajoelhou-se diante de São Nicolau e de outros santos varões que ha­viam padecido na última persegui­ção, e beijou com respeito suas gloriosas cicatrizes.
 Foi venerado como santo ainda quando estava vivo, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia. Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Logo, o local em que fora sepultado se tornou meta de intensa peregrinação.
 Suas relíquias foram transpor­tadas para Bari, no sul da Itália, onde até hoje são objeto de gran­de veneração.  Seu culto se propagou em toda a Europa.
Então, a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja. 
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12 de Dezembro.
 Nossa Senhora de Guadalupe
Padroeira da América Latina
 O manto de Juan Diego, perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi declarada Pa­droeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII. Nesse santuário, o Papa João Paulo II consagrou solenemente, em 1979, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.
 Em 1531, Nossa Senhora apa­receu a um príncipe indígena me­xicano, o Santo Juan Diego, e dei­xou a ele um sinal de que era re­almente a Mãe de Deus: no man­to do vidente apareceu milagro­samente impressa a imagem da Virgem. A partir daí, a evangeli­zação do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos res­quícios da bárbara superstição dos índios aztecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais san­grentos.
 Talvez seja esta aparição uma das mais comoventes, pelo milagre operado no manto do índio e no episódio pela dúvida lançada por um bispo sobre sua aparição a um simples índio mexicano.
 Tudo aconteceu em 1531, no México, quando os missionários espanhóis já haviam aprendido a língua dos indígenas. A fé se espalhava lentamente por essas terras mexicanas, cujos rituais dos índios astecas eram muito enraizados. O índio João Diogo havia se convertido e era devoto fervoroso da Virgem Maria. Assim, foi o escolhido para ser o portador de sua mensagem às nações indígenas. Nossa Senhora apareceu a ele várias vezes.
 A primeira vez, quando o índio passava pela colina de Tepyac, próxima da Cidade do México, atual capital, a caminho da igreja. Maria lhe apareceu e pediu que levasse uma mensagem ao bispo. Ela queria que naquele local fosse erguida uma capela em sua honra. Atônito, o índio procurou o bispo, João de Zumárraga, e contou-lhe o ocorrido. Mas o sacerdote não acreditou à sua narração, não dando resposta se iria, ou não, iniciar a construção.
 Passados uns dias, Maria apareceu novamente a João Diogo, que desta vez procurou o bispo com lágrimas nos olhos, renovando o pedido. Nem as lágrimas convenceram o bispo, que exigiu do índio uma prova de que a ordem partia mesmo da Mãe de Deus.
 Deu-se, então, o milagre. João Diogo caminhava em direção à capital por um caminho distante da colina onde, anteriormente, as duas visões aconteceram. O índio, aflito, ia à procura de um sacerdote que desse a unção dos enfermos a um tio seu, que agonizava. Repentinamente, Maria apareceu-lhe à sua frente, numa visão belíssima. Tranqüilizou-o quanto à saúde do tio, pois avisou que naquele mesmo instante ele já estava curado.
Quanto ao bispo, pediu a Juan Diego que colhesse rosas no alto da colina e as entregasse ao presbítero. João ficou surpreso com o pedido, porque a região era inóspita e a terra estéril, além de o país atravessar um rigoroso inverno. Mas obedeceu e, novamente surpreso, encontrou muitas rosas, recém-desabrochadas. Juan enrolou-as no seu manto e, como a Senhora ordenara, foi entrega-las ao bispo como prova de sua aparição.
 Ao encontrar-se com o bispo abriu o manto cheio de rosas e entregou-lhe, e este vendo formar-se, impressa, uma linda imagem da Virgem, tal qual o índio a descrevera antes, mestiça. Espantado, o bispo seguiu Juan até a casa do tio moribundo e este já estava de pé, forte e saudável. Contou que Nossa Senhora "morena" lhe aparecera também, o teria curado e renovado o pedido. Queria um santuário na colina de Tepyac, onde sua imagem seria chamada de Santa Maria de Guadalupe. Mas não explicou o porquê do nome.
 A fato do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando templo após templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos.
 O local se tornou um enorme santuário, que abriga a imagem de Nossa Senhora na famosa colina, e ainda se discute o significado da palavra Guadalupe. Nele, está guardado o manto de são Juan Diego, em perfeito estado, apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas. Por isso o povo a chama, carinhosamente, de "La Morenita", quando a celebra no dia 12 de dezembro, data da última aparição.
 Foi declarada padroeira das Américas, em 1945, pelo papa Pio XII.
Em 1979, como extremado devoto mariano, o papa João Paulo II visitou o santuário e consagrou, solenemente, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.
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13 de Dezembro.
 Santa Luzia 
( + Sicília, Séc. IV)
   Vivia em Siracusa, na Sicília, e tinha consagrado a Deus sua virgindade. Por amor a Ele renun­ciou, em favor dos pobres, a toda a sua fortuna, que não era peque­na. Chamada pelo prefeito de Siracusa, confessou a crença em Jesus Cristo e foi por isso decapi­tada. Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.
 A devoção à santa Luzia, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era venerada desde o século V. O papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão junto a Deus a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.
 A antiga tradição oral revela que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo viva atualmente.
 Luzia pertencia a uma nobre família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, após a morte do marido, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a jovem havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu devido a uma terrível doença que acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda. A mulher retornou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Também, consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.
 Mas quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia ao governador romano que era cristã. Neste período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Diz a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Então, foi condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em seu pescoço conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.
 Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que é venerada no mês de maio também.
 É invocada como protetora especial contra as doenças dos olhos.
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30 de Dezembro.
 SAGRADA FAMÍLIA
 No domingo dentro da Oitava do Natal ou, se não houver, no dia 30 de dezembro, é celebrada a Festa de Jesus, Maria e José – a Sagrada Família. Trata-se de celebração muito oportuna, especialmente nos tempos atuais, em que a instituição tradicional da família – entendida cristãmente, ou seja, estruturada em torno do casamento monogâmico e indissolúvel – padece de grave crise.
 Com efeito, o divórcio, o aborto e mais recentemente o chamado “casamento homossexual”, vêm entrando livre e impunemente nas legislações de todo o mundo. E há legislações que não somente permitem tais aberrações mais, indo ainda mais longe, prevêem punições para quem, em nome da Lei de Deus, se opuser a elas!
 Com isso se inverte a ordem natural das coisas e se viola gravemente a justiça. Deus, como Criador, tem o direito de ser obedecido pelos indivíduos, pelas sociedades, pelas nações. Numa época em que tanto se fala, o mais das vezes abusivamente, de direitos humanos, por que ninguém, ou quase ninguém, se lembra dos direitos de Deus? 
 O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. Quis que seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de uma verdadeira família. Uma humilde e honrada família, ligada pela fé e os bons costumes. Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi constituída.
 Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. Ou seja: a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir terá a vida eterna no Reino de Deus.
 Assim, Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Maria, José e Jesus são o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador.
 A única diferença, que a tornou a "Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim, não perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se cumprissem. A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para desempenhar sua missão.
 Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e que por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à mãe, Maria, e demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos apóstolos, nas bodas de Caná, quando, a pedido de Maria, operou o milagre do vinho.
 Quando o Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades, pregando o Evangelho, era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro da Galiléia. Até ser identificado como o Filho de Deus aguardado pelo povo eleito, Jesus trabalhou como todas as pessoas fazem. Conheceu as agruras dos operários, suas dificuldades e o suor necessário para ganhar o pão de cada dia.
 Essa família é o modelo de todos os tempos. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na bênção de Deus recebida no casamento fará tudo ser superado. Pedir esse sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial.
 Esta celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde Sagrada Família, que mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos.
 A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 30 de dezembro.

PAPOABERTO

Aqui retrataremos sobre vários assuntos sempre de maneira objetiva e direta, e vocês podem deixar sugestões. 
O ano novo já começou e, com ele, novas oportunidades de renovar nossa vida pessoal e espiritual
Em nossas semelhanças e diferenças, compartilhamos – e seguiremos compartilhando neste ano novo – muitas experiências que nos ajudam a crescer na humanidade e nos valores cristãos de que tanto necessitamos neste mundo.
Ideias ou propósitos para começar o Ano Novo de 2017:
1.- Viva a fé
Viva e pratique sua fé, viva-a com alegria e esperança por saber que alguém muito maior que tudo nos espera. Experimente a mudança com a graça de Deus.
2.- Aproxime uma pessoa da fé
Leve, ao menos, uma pessoa de pouca fé à Igreja e a ajude em seu processo de conversão. Assim, você também estaria ajudando na sua própria conversão.
3.- Seja parte de alguma missão
Integre-se a uma missão evangelizadora ou planeje uma peregrinação. Isso avivará o desejo de servir e manterá acesa a chama da fé.
4.- Evangelize a todo momento
Plante algumas sementes de fé, especialmente entre seus amigos e familiares. Com seu testemunho de conversão, você poderá semear esperança e amor ao próximo. Não esqueça que você deve ser o reflexo do amor, do perdão e da compaixão do Senhor.
5.- Ajude mais sua paróquia
Envolva-se em algumas atividades de sua paróquia. Não apenas participe da Missa aos domingos. Em sua paróquia, existem muitas atividades ou eventos que podem precisar de uma mão amiga.
6.- Ajude os outros como a si mesmo
Transforme-se em um mordomo de sua própria vida. Trate-se com carinho, você é filho de Deus. Alimente sua alma e seu espírito com coisas saudáveis e sirva-se do melhor prato: o Amor de Deus.
7- Organize-se
Seja disciplinado e organizado para que você possa administrar sabiamente todos os talentos que Deus lhe deu para viver sua vida em plenitude. Se você se organiza, pode ajudar de forma otimizada e fazer de todos os momentos de sua vida algo para se aproveitar.
8- Faça obras de caridade
Ajude as pessoas necessitadas praticando obras de caridade, principalmente as pessoas necessitadas de afeto que também são seus irmãos. Organize com seus irmãos de fé visitas periódicas a asilos e hospitais, levando a leitura do Evangelho do dia e a Celebração da Palavra.
9.- Pratique a confissão
Faça a confissão e comece novamente. A confissão é um Sacramento de cura. Por que você não aproveita para um novo começo, deixando para trás os rancores e as dores do passado? A confissão é o impulso para uma vida nova, o Senhor nos deu a confissão para que nós nos aproximemos Dele limpos e renovados.
10.- Leia e estude a Bíblia
Planeje ler a Bíblia em um ano, mas leia com a profundidade do amor, não para julgar, nem condenar. A palavra de Deus alimenta os sonhos e a esperança; é o motor de sua alegria e ajuda a manter viva a compaixão.
11.- Ajuda espiritual
Trabalhe por seu progresso espiritual, ajudando nos encontros ou estudos bíblicos. Procure um padre ou um leigo comprometido para que ele se transforme em seu diretor espiritual, para que guie suas ações ou lhe proporcione uma palavra de consolo quando você precisar.
12.- Ajudar, ajudar e ajudar
Mantenha sempre viva em seus pensamentos a ideia de você é um ajudante dos outros. Ajudando com amor e alegria, você consolida e aumenta a virtude da humildade. Lembre-se que “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.”
Anote tudo isso em um caderno ou em uma agenda e deixe perto de sua cama. Leia essas anotações com frequência para que, no decorrer do ano novo, você não se esqueça dos propósitos que já são seus.
Deixe a Bíblia ao lado de sua cama e leia-a quando você for dormir ou quando acordar.

Que as bênçãos de Deus lhe acompanhem.

VAMOSPENSAR?

" Mensagens para Reflexão !" (http://migre.me/3fb42 )
"Salmo, 54 “
1.Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi.
2.Prestai ouvidos, ó Deus, à minha oração, não vos furteis à minha súplica;
3.Escutai-me e atendei-me. Na minha angústia agito-me num vaivém, perturbo-me
4.à voz do inimigo, sob os gritos do pecador. Eles lançam o mal contra mim, e me perseguem com furor.
5.Palpita-me no peito o coração, invade-me um pavor de morte. 6.Apoderam-se de mim o terror e o medo, e o pavor me assalta. 7.Digo-me, então: tivesse eu asas como a pomba, voaria para um lugar de repouso;
8.ir-me-ia bem longe morar no deserto.
9.Apressar-me-ia em buscar um abrigo contra o vendaval e a tempestade.
10.Destruí-os, Senhor, confundi-lhes as línguas, porque só vejo violência e discórdia na cidade.
11.Dia e noite percorrem suas muralhas, no seu interior só há injustiça e opressão.
12.Grassa a astúcia no seu meio, a iniqüidade e a fraude não deixam suas praças.
13.Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia. 14.Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo,
15.com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus.
16.Que a morte os colha de improviso, que eles desçam vivos à mansão dos mortos. Porque entre eles, em suas moradas, só há perversidade.
17.Eu, porém, bradarei a Deus, e o Senhor me livrará.
18.Pela tarde, de manhã e ao meio-dia lamentarei e gemerei; e ele ouvirá minha voz.
19.Dar-me-á a paz, livrando minha alma dos que me acossam, pois numerosos são meus inimigos.
20.O Senhor me ouvirá e os humilhará, ele que reina eternamente, porque não se emendem nem temem a Deus. 21.Cada um deles levanta a mão contra seus amigos. Todos violam suas alianças.
22.De semblante mais brando do que o creme, trazem, contudo, no coração a hostilidade; suas palavras são mais untuosas do que o óleo, porém, na verdade, espadas afiadas. 23.Depõe no Senhor os teus cuidados, porque ele será teu sustentáculo; não permitirá jamais que vacile o justo.

24.E vós, ó meu Deus, vós os precipitareis no fundo do abismo da morte. Os homens sanguinários e ardilosos não alcançarão a metade de seus dias! Quanto a mim, é em vós, Senhor, que ponho minha esperança." 

FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA/ATITUDES/COTIDIANA



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FORMAÇÃO SOBRE LITURGIA /DE ATITUDES / COTIDIANA.


Natal: sua história e espiritualidade
No início, as festas do Natal e da Epifania eram uma celebração com um único e idêntico objetivo : a Encarnação do Verbo, embora com diferentes matizes no Ocidente e no Oriente. Essa diversidade de tom pode ser constatada pelas duas denominações . No Oriente, o mistério da Encarnação era celebrado no dia 6 de janeiro, com o nome de Epifania (do grego Epipháneia) ; no Ocidente, isto é, em Roma, o mistério era celebrado no dia 25 de dezembro com o nome de Natalis Domini. A distinção entre as duas festas aconteceu entre o fim de século IV e o início do século V.História do Natal
A primeira notícia que temos da festa de Natal em Roma, no documento chamado "Cronógrafo Filocaliano" nos leva ao ano 336. Aí é fixada a festa do nascimento de Cristo em Belém da Judéia no dia 25 de dezembro ( VIII Kal. Jan.) . Através de Santo Agostinho viemos a saber que na metade do século IV o Natal era celebrado como em Roma , também na África e na mesma data. Várias foram as causas que contribuíram para o surgimento da celebração do Natal. Antes de tudo , é pacífico que o 25 de dezembro não é historicamente o dia do nascimento de Cristo, apesar da afirmação contrária de alguns autores antigos.
Essa data é indicada por antiga tradição, segundo a qual Jesus teria sido concebido no mesmo dia e mês em que depois seria morto, isto é, no dia 25 de março; conseqüentemente, o seu nascimento teria acontecido em 25 de dezembro. Considera-se, porém, que essa tradição não determinou a origem da festa, mas foi apenas uma tentativa de explicação, fruto de misticismo astrológico, muito em voga na época. A explicação mais provável , porém, segundo os estudiosos, deve ser procurada na tentativa da Igreja de Roma de suplantar a festa pagã do "Natalis solis invicti) .
No século III difundiu-se no mundo grego-romano o culto ao sol, última afirmação do paganismo decadente.O imperador Aureliano (+275) deu-lhe importância oficial, com a construção de um templo em Roma, no Campo Marzio. Com Juliano Apóstata (+335), o culto ao sol tornou-se símbolo da luta pagã contra o cristianismo. A principal festa desse culto era celebrada no "Solstício de inverno, no dia 25 de dezembro" , porque representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Para afastar os fiéis dessas celebrações idolátricas ,com base numa temática bíblica ( cf. Ml 4,2; Lc 1,78; Ef 5,8-14) , a Igreja de Roma deu a tais festas pagãs um significado diferente.
No momento em que se celebrava o nascimento astronômico do sol, foi apresentado aos cristãos o nascimento do verdadeiro sol, Cristo, que apareceu no mundo depois da longa noite do pecado. Essa origem, ao mesmo tempo ideológica e apostólica, de caráter bem diverso da celebração pascal, ligada aos grandes eventos da redenção, explica porque o Natal pertença ao calendário solar e, portanto, como festa fixa, diferente da Páscoa, que é móvel, porque ligada ao calendário hebraico que é lunar.Um segundo fator que contribuiu para que as festas natalinas se afirmassem foram as grandes heresias cristológicas dos séculos IV e V, especialmente as de Ario , Nestório e Eutiques.
Essas heresias solapando na base o mistério da Encarnação e, como conseqüência o valor da redenção anulavam o realidade teândrica de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem , nascido da Virgem Maria. A Igreja, com os grandes concílios ecumênicos de Nicéia ( 325) ,Constantinopla (381), Éfeso (431) e Calcedônia (451), confutou tais erros e formulou o Dogma Cristológico.
Espiritualidade do Natal
Para compreender melhor as solenidades do Natal é preciso ter presente o sentido original da celebração chamada "manifestação do Senhor na carne". A liturgia do Natal recorda todo o realismo da Encarnação terrestre do Verbo. O Filho de Deus não se disfarça em homem mas, permanecendo Deus, é também real e concretamente homem; Ele se manifesta na realidade total do homem . A graça própria da celebração do Natal é a da nossa adoção divina. O "Nativitatis Christi sacramentum " contém a graça para fazer-nos participantes da nobreza antiga, dada pela filiação divina, mas depois perdida por causa do pecado. Desse modo passamos da condição de "homem velho" para a condição de "filhos de Deus".
O Mistério do Natal não nos oferece somente um modelo para imitar a humildade e pobreza do Senhor que está deitado na manjedoura, mas nos dá a graça de sermos semelhantes a Ele. A manifestação do Senhor conduz o homem à participação da vida divina. Assim ,a verdadeira espiritualidade do Natal não consiste na imitação de Cristo "do lado de fora", mas "viver Cristo que está em nós" e manifestá-lo com a vida no seu mistério de virgindade, obediência, pobreza e humildade. Portanto, o fruto espiritual do Natal consiste no empenho moral de viver a graça da Redenção e da Regeneração, de conservar interiormente o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus. Enfim, porque Deus nos faz filhos seus em Cristo, inserindo-nos como membros da Igreja, a graça do Natal exige também uma vida de comunhão fraterna.
O Empenho para fazer com que nossas assembléias celebrem um Natal autêntico é difícil. O atual contexto sócio- cultural, com seus apelos para um "natal mágico", consumista e turístico, aproveita uma forte tradição religiosa para transformar a festa cristã em festa pagã .Uma visão devocional e sentimental dos episódios da natividade do Senhor ( presépio, Missa da meia- noite) corre o risco de esvaziar, na mente dos fiéis, o significado salvífico do evento da Encarnação.
Nossa ação pastoral junto à comunidade fiel e praticante deve ser forte e empenhativa: essa comunidade é chamada a renovar a sua credibilidade, colocando-se como sinal de Cristo pobre (cf. Lc2,12). A meditação do mistério da Encarnação e dos meios pobres, através dos quais o Verbo encarnado revela a sua divindade e o seu messianismo, deve trazer luz e força para o empenho de testemunho e de ação missionária da comunidade que celebra o Natal do seu Senhor.
"Contra a grande hipocrisia de vontade de paz e de sincera solidariedade, que atenua a má consciência na troca de presentes; contra a presunção de uma paz realizável unicamente pelo homem, e também contra a revolta verdadeiramente negativa , desesperada e cega diante de tal ordem social, o Natal opõe o evento de Jesus Cristo, que nunca se deixa cooptar por esses cálculos e por essas expectativas" ( cf. L. Della Torre, L' azione pastorale alle prese con l 'Avvento-Natale, in RPL 5/1979). A celebração do Natal não pode ser, então, desperdiçada em recordações sentimentais ou discursos polêmicos , mas valorizada como dom de amor, de verdade e de esperança para todos os homens do nosso tempo.
Mesmo que o Natal tenha surgido independentemente da Páscoa , não deve ser considerado como festa paralela ou alternativa à Páscoa. É clara a orientação pascal do mistério da Encarnação. Lucas , o evangelista da infância de Jesus vê no menino de Belém e nos fatos que acompanham o seu nascimento, o anúncio do evento pascal. Observe-se que todo o capitulo 2 do evangelho de Lucas foi escrito em perspectiva pascal. São significativos os particulares evidenciados pelo evangelista na narrativa do nascimento de Jesus, confrontados com a narrativa da sua sepultura. O enfaixamento, que denota os cuidados maternais da mãe em 2,7 ( cf. Ez 16,4, onde a ausência de enfaixamento é sinal de abandono) , parece tornar-se ,em 2,12 sinal de impotência e fraqueza. Segundo A. Serra, isso parece fazer parte de um jogo de alusões à morte de Cristo.
Lucas 2,7
Ela o enrolou
em faixas
e o acomodou na manjedoura
Lucas 2,12 
deitado ( Keimenon) na manjedoura 
Lucas 23,53
E o enrolou
em um lençol
e o colocou no sepulcro.
deitado (keimenos ) na cruz.


Padre Gian Luigi Morgano